BRASÍLIA – Em São Paulo (SP), o ex-governador de Goiás e candidato a Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou ser favorável à criação de uma bolsa de auxílio para mães de crianças e adolescentes com doenças raras.
“Nós temos no Brasil a bolsa para atender as pessoas que praticaram crime, e não temos para as pessoas que cuidam de seus filhos, com essas doenças que são raras, e como tal, causam uma inquietação enorme, que compromete todo o psicológico dessas (…) famílias. Essa é uma política que eu vou me debruçar sobre ela, com certeza”, afirmou o ex-governador.
Caiado esteve na Avenida Paulista durante um passeio com a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que é tetraplégica. Na agenda, o candidato também defendeu a definição de um orçamento próprio para expandir as pesquisas brasileiras sobre doenças raras. “Nós temos que ter um orçamento próprio na área, também, de definição de pesquisa e de avanço quanto aos problemas que estão hoje em uma proporção enorme de pessoas com doenças raras.”
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Ainda na mesma toada, o ex-governador de Goiás mencionou o caso do influenciador e piloto Lito Sousa, que recentemente foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, degenerativa e progressiva.
“Você vê aí este amigo de vocês, o Lito, hoje vivendo esta situação, que ainda no Brasil é muito primária. (Faltam investimentos ) na área da pesquisa, da inovação, de tecnologia e de medicamentos, e sim, também medicamentos de alto custo”, destacou o candidato à Presidência.
Acessibilidade
Ainda no encontro com Mara Gabrilli, Ronaldo Caiado elogiou os trabalhos de acessibilidade realizados na Avenida Paulista, e disse que pretende que eles sejam levados a outras regiões do país. Ele afirmou, também, que esse é um dever do Estado.
“A função do Estado é demover todos esses obstáculos. Sem dúvida nenhuma, a capacidade das pessoas andarem, das pessoas poderem circular, acessibilidade, é uma obrigação do estado (…)”, destacou.
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Já Gabrilli, durante coletiva de imprensa, sustentou que é necessária uma melhor assimilação das pessoas com deficiência na sociedade. “A gente quer tirar as pessoas da assistência social, tirar as pessoas da invisibilidade, para que elas virem contribuintes. Para que elas possam, como eu fiz da minha vida, transformar às vezes uma intercorrência em uma limonada bem saborosa”, disse a senadora.
