A deputada estadual Flavia Francischini, pré-candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa do Paraná, e o delegado Fernando Francischini, pré-candidato a deputado federal, participaram nesta quarta-feira (22) do Jornal 38 Primeira Edição, no Canal 38, em Apucarana.
Durante a entrevista, o casal falou sobre a atuação em defesa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), as políticas públicas voltadas à inclusão e a motivação que os levou para a vida pública.
Flavia afirmou que o autismo foi o principal motivo que a fez ingressar na política. Segundo ela, a experiência como mãe atípica mostrou de perto as dificuldades enfrentadas por muitas famílias brasileiras.
“O autismo foi a pauta que me trouxe para a política. Nós não viemos de uma família de políticos. Somos pais atípicos do Bernardo, hoje com 16 anos, e foi justamente a condição dele que nos motivou a entrar na vida pública. Tivemos condições de oferecer tratamento ao nosso filho, mas, durante esse caminho, encontramos muitas famílias que não tinham as mesmas oportunidades. Foi isso que nos fez decidir trabalhar para mudar essa realidade”, destacou.
A deputada ressaltou que, ao longo do mandato, conseguiu aprovar diversas iniciativas voltadas às pessoas com deficiência, especialmente na área do autismo.
“Estou extremamente feliz com esses quatro anos de mandato. Conseguimos aprovar o Código do Autismo, além de várias outras leis de apoio às famílias. Também estamos trabalhando na criação do Código da Síndrome de Down. Ainda há muito a ser feito e, para continuar esse trabalho, precisamos de mais um mandato”, afirmou.
Fernando Francischini também falou sobre a experiência de ser pai atípico e destacou que a chegada do filho mudou completamente suas prioridades na atuação política.
“A gente sempre diz que Deus coloca essas crianças em casas especiais e colocou o Bernardo na nossa. Minha pauta sempre foi segurança pública, combate ao crime e prisão de criminosos. A Flavia também veio da Polícia Federal. Mas Deus colocou o Bernardo em nossas vidas e isso mudou completamente nossa forma de enxergar muitas situações”, declarou.
O delegado lembrou que foi relator, no Congresso Nacional, da proposta que estabeleceu o diagnóstico precoce do autismo.
“Quando cheguei ao Congresso, esse projeto estava há dez anos parado em uma gaveta. Acabei sendo o relator da lei do diagnóstico precoce. Se eu não tivesse um filho autista, talvez nunca tivesse buscado uma pauta como essa. Hoje vejo o quanto ela é importante para milhares de famílias”, afirmou.
Fernando também destacou o trabalho desenvolvido por Flavia na Assembleia Legislativa.
“A Flavia liderou a aprovação do primeiro Código do Autismo da América Latina, reunindo em uma única legislação diversos direitos das famílias. Agora ela também trabalha na construção do Código da Síndrome de Down. Quando Deus permite que você viva uma realidade como essa, também lhe dá a missão de ajudar milhares de outras famílias que muitas vezes não são vistas pelo poder público”, concluiu.
