Gerido pela Fundação Saúde, o CedTEA 18+ tem se mostrado um espaço fundamental para aqueles que buscam esclarecer suas dúvidas em relação ao TEA. Desde o início de suas atividades, há apenas três meses, 78 adultos foram referenciados ao serviço, encaminhados através dos sistemas de regulação de saúde dos municípios vizinhos com a intenção de se investigar a possibilidade de um diagnóstico.
O processo diagnosticado é minucioso, envolvendo a realização de até oito encontros em que participam profissionais de diversas áreas. O acolhimento inicial se dá pela equipe de assistência social, que procura entender o contexto de vida de cada paciente antes que eles passem pelas avaliações de psiquiatria e neuropsicologia. Stephanie Duarte, neuropsicóloga do CedTEA, explica que durante o processo, são utilizados instrumentos padronizados que ajudam a investigar tanto as funções cognitivas quanto comportamentais, complementando as informações colhidas na anamnese clínica.
Os relatos de pacientes confirmam a importância desse tipo de avaliação. Diogo Aguilar, um jovem de 20 anos, compartilhou sua experiência: “Eu não conseguia me comunicar direito com as pessoas e isso começou a me incomodar. Agora, com o esclarecimento sobre questões ligadas à minha memória, compreendo melhor a minha situação e isso pode melhorar minha vida.” Outro caso notável é o de Diego José Torres da Silva, de 18 anos, que identificou sua deficiência intelectual após o acompanhamento multiprofissional, ressaltando a importância do diagnóstico correto para buscar o tratamento adequado e entender melhor as dificuldades enfrentadas ao longo da vida.
Vale lembrar que o CedTEA 18+ foca exclusivamente na avaliação diagnóstica, não sendo um centro de tratamento contínuo. Quando o diagnóstico de TEA é confirmado, os pacientes recebem orientações sobre direitos, benefícios e como acessar cuidados continuados, retornando então ao seu município de origem para seguir o tratamento na rede local de saúde. A iniciativa, portanto, não apenas oferece esclarecimento, mas também abre portas para que esses adultos possam ter acesso aos mecanismos de suporte necessários para sua qualidade de vida.
