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PT do Nordeste, governadores e AGU contra a PRF

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Por Odir Ribeiro

1 – São Paulo perde a vez. A ala paulista do PT saiu da campanha menos influente, perdendo espaço para o PT do Nordeste, segundo o O Globo. Camilo Santana (PT-CE) é cotado para a Casa Civil ou a Segurança Pública; Fernando Haddad é lembrado para o Itamaraty ou a Justiça. O jornal relembra a crítica feita por Kátia Abreu, em reunião da cúpula petista, à coordenação de “paulistas sem voto”. E um aliado de longa data de Lula avalia que Haddad “já não está sozinho” na fila da sucessão. Na leitura desta coluna, a disputa pelo espólio de Lula começou antes mesmo da posse. Bastidor não confirmado oficialmente: fontes anônimas, sem confirmação oficial.

2 – Vitória não é aprovação. Um interlocutor de Lula disse ao O Globo que o presidente sabe que o resultado de 25 de outubro não reflete uma aprovação de seu governo ou dele próprio, e que vai cobrar compromisso do Centrão. Aliados querem cobrar do Centrão compromisso com a agenda do Planalto, sem a fórmula de “independente” com indicado no primeiro escalão. Na opinião desta coluna, é a primeira confissão honesta do pós-eleição. Bastidor não confirmado oficialmente: fontes anônimas, sem confirmação oficial.

3 – Governadores viram a página. Levantamento do O Globo mostra que 13 dos 15 governadores que apoiaram Flávio Bolsonaro reconheceram expressamente a reeleição de Lula, e nenhum endossou a carta em que o senador contesta o resultado. Sergio Moro (PR) reconheceu o resultado, mas avisou: “Continuaremos na oposição”. Daniel Vilela (MDB-GO) cobrou de Lula uma política de “não retaliação” a estados de adversários. Jorginho Mello (SC) e Marcos Rogério (RO) não haviam reconhecido expressamente a vitória até a publicação. Na leitura desta coluna, a direita que governa estados escolheu o caminho certo: reconhecer o resultado, fazer oposição firme e cobrar tratamento igual.

4 – Direitos humanos, só no palanque? O governo Lula recorreu, por meio da AGU, de uma sentença da Justiça Federal em Goiás que obriga a PRF a restabelecer comissões de direitos humanos e incluir a disciplina “Direitos Humanos e Cidadania” no curso de formação, segundo o Painel, da Folha. O caso tem como pano de fundo a morte de Genivaldo de Jesus Santos em uma abordagem da PRF. A AGU alega que o tema é de competência exclusiva da União; Carlos Nicodemos, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, chamou o recurso de “um equívoco técnico e político”. Na opinião desta coluna, a tese da AGU contra o ativismo judicial é razoável, e é curioso ver o governo que vive de ativismo judicial descobri-la agora.

5 – Um “Exército” para vigiar Tarcísio. O deputado Antonio Donato (PT-SP) copiou o modelo do canal pró-Lula de André Janones e criou um “Exército” para fiscalizar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo o Painel, da Folha. Na leitura desta coluna, fiscalizar governo é papel da oposição; transformar mobilização digital em tropa permanente contra o adversário mais bem posicionado para 2030 é outra coisa.

Fontes: O Globo, Folha (Painel).

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