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Mãe relata constrangimento com filhos autistas em parques infantis de ST

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Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias

Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias

Nesta quarta-feira (2), a leitora Lucélia Maria dos Santos, moradora do bairro Caxixola, em Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias, para fazer um desabafo em relação ao atendimento nos parques infantis que estão localizados na Lagoa Maria Timóteo e na Praça Sérgio Magalhães, durante o período da Festa de Setembro.

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De acordo com o relato de Lucélia, que é mãe atípica de uma criança de 8 anos e de uma pré-adolescente de 13 anos, ela passou por situações de constrangimento e falta de acolhimento ao levar os filhos autistas aos parques.

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Segundo ela, apesar de ter sido bem atendida na bilheteria e conseguido a meia-entrada para as crianças mediante identificação, enfrentou dificuldades com funcionários dos brinquedos.

Ela contou que um dos filhos ficou com medo após a forma como foi tratada por um funcionário e não quis mais brincar. Em outro momento, a filha, que usava crachá de identificação, ainda precisou comprovar que era autista para ter acesso ao brinquedo.

A mãe também relatou outro episódio na região da Praça Sérgio Magalhães, quando perguntou se uma criança atípica poderia brincar em um dos brinquedos e recebeu, segundo ela, uma resposta considerada grosseira. O episódio teria deixado o filho triste e provocado constrangimento.

Diante das situações, ela afirmou que decidiu não se calar e pretende lutar para que mães e crianças atípicas sejam tratadas com respeito e tenham seus direitos reconhecidos. Para ela, ser mãe atípica vai muito além de questões financeiras e envolve uma luta diária por inclusão, dignidade e respeito.

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Confira o relato na íntegra:

“Como estamos no mês de setembro mês de Nossa Senhora da Penha, onde vem parques e ontem fui até os parques com meus filhos autistas, e não foi bem o que esperaria que fosse, um momento de lazer. Não tenho o que reclamar do atendimento da bilheteria não, criança atípica mediante identificação paga meia entrada. Nisso foi tudo bem atendido. Agora questão de quem trabalha nos parques isso não fui bem atendida com meus filhos, passei constrangimentos, foram três situaçãoes ruim que passei.

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Uma delas eu dei boa noite ao rapaz, ele fingiu que não tava ouvindo eu falar, perguntei se eu poderia ir com meu filho ele disse que eu tinha que comprar outro ingresso pra acompanhar meu filho diante eu insistir, ele pegou o ingresso da minha mão com mau vontade, cara feia. Não sei se andei o tempo certo, meu filho ficou com medo do jeito do rapaz e não quis mais ir em nenhum parque. Outro momento foi com minha filha, ela tava com o crachá no pescoço e o rapaz ainda perguntou se ela era autista, aí minha filha mais velha tava com ela e teve que mostrar ao rapaz que enfim se a pessoa está com o crachá e pra ser indentificada. Isso tudo aconteceu nos parques da Lagoa Maria Timóteo.

Saindo de lá, fomos pra praça Dr. Sérgio Magalhães e chegando lá, fui com eles nas barracas, mostrando as coisas e também fui dar lanches pra eles. Quando lanchamos, fomos até às barracas, ele queria brincar lá, viu as balas, as guloseimas e disse mamãe eu posso brincar, eu disse vou lá saber quando chegou lá, dei boa noite ao rapaz o cara com a cara feia, mal me respondeu. Aí eu perguntei criança atípica pode brincar aí ele simplesmente respondeu se pagar pode, eu não tava pedindo pra meu filho brincar de graça não, eu tava perguntando se criança atípica podia brincar, meu filho ficou triste mais triste ficou eu.

Fiquei com tanta vergonha da resposta do rapaz que só queria um lugar pra enfiar minha cara, passar um constrangimento desse, não desejo pra nenhuma mãe atpica. Até quando nós mães atípicas, vamos sofrer tanto preconceitos? Agora eu pergunto, cadê os defensores das mães atípicas das crianças atpicas? Porque só vejo gente falando aí que tem defensores, aonde estão? Sei que vou receber críticas, mas não vou me calar, vou lutar pra que nós mães atípicas e nossos filhos sejam visto na sociedade como gente e ser tratados como invisíveis diante de uma sociedade preconceituosa.

Vale ressaltar que não estou com vitimismo e não desejo pra nenhuma mãe o que eu passei, vou encorajar muitas mães a lutar pelo direito dos nossos filhos e os nossos também, porque hoje estou aqui pra defender eles, enquanto são crianças e quando crescer será que vão respeitar eles e vão entender que eles não pediram pra vim assim. Ser mãe atpica não é como muitos falam receber um salário mínimo que mal dá pra cuidar deles não, ser mãe atípica vai muito além disso”.

Veja a matéria completa aqui!

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