Durante uma festa na cidade de Socorro, interior de São Paulo, um jovem foi agredido por um guarda civil municipal. Abel Augusto, de 18 anos e portador do transtorno do espectro autista e deficiência intelectual, estava identificado com uma pulseira que indicava sua condição quando sofreu a agressão. O incidente gerou indignação pela falta de abordagem adequada.
O caso ocorreu enquanto Abel aguardava um amigo que passou mal durante o evento. Um dos guardas civis se aproximou sem fazer perguntas ou solicitar identificação e começou a agredir o jovem com socos no rosto. As câmeras da praça registraram parte da ação violenta. Após a agressão física inicial, Abel também foi alvo de injúria racial ao deixar o local.
A mãe do rapaz relatou ter permitido sua saída naquela noite devido à presença ostensiva de segurança na cidade para as festividades locais. No entanto, ela ficou chocada ao saber das agressões sofridas pelo filho assim que ele retornou para casa machucado.
O guarda envolvido foi identificado e já está afastado das funções por 60 dias enquanto ocorre investigação administrativa pela Prefeitura de Socorro. A Secretaria de Segurança Pública confirmou os atos violentos cometidos contra Abel.
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