Em uma carta enviada ao Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade (GACC) da Fifa, conforme noticiado pelo The Athletic, a FairSquare afirmou que essa interpretação é inconsistente com os estatutos da Fifa.
“A denúncia que apresentamos fornece evidências claras de que se trata de uma violação evidente das regras e que abre um precedente muito perigoso”, disse o diretor da FairSquare, Nicholas McGeehan, à Reuters.
“As regras estabelecem claramente que três mandatos presidenciais são o máximo permitido; a Fifa não pode simplesmente contornar essa regra — que serve como um freio ao poder presidencial — alegando que seu primeiro mandato não conta.”
Infantino enfrenta um escrutínio cada vez maior antes do Congresso da Fifa do próximo ano, onde se espera que ele busque a reeleição para o ciclo de 2027 a 2031. A votação está marcada para ocorrer no Marrocos, em 18 de março.
Na semana passada, a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf pediram uma revisão da conduta de Infantino depois que a Fifa propôs a criação de uma subsidiária de US$20 bilhões ligada às suas competições, incluindo a Copa do Mundo, para atrair investimentos privados.
Fontes a par da situação afirmaram que as três confederações viram a carta como uma oportunidade para Infantino se afastar com sua dignidade intacta.
