Estão abertas as inscrições para o último encontro de 2026 da Escola de Pais, projeto criado para promover orientação, troca de experiências e apoio às famílias de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual (DI) ou suspeita desses diagnósticos. O encontro é uma realização do Núcleo de Atenção à Pessoa com Deficiência Intelectual e Transtorno do Espectro do Autismo (Naipe DI/TEA) da Prefeitura de Joinville.
A capacitação será realizada no dia 17 de outubro (sábado), das 9h às 11h, com o tema “Benefícios assistenciais dos pacientes com TEA e DI: orientações, quais os critérios e como solicitar”, apresentado pelas assistentes sociais Danielle Patrício da Silva e Luciene de Lima da Costa. Durante o encontro, as famílias vão saber mais sobre os benefícios assistenciais de pessoas com TEA e DI e tirar dúvidas de assuntos como o benefício de prestação continuada, pensão especial, passe livre municipal, intermunicipal e interestadual, isenções garantidas por lei, além de outros direitos.
Podem participar familiares de pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista e deficiência intelectual ou suspeita de algum desses diagnósticos, assistidas pelo Naipe ou não. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas pelo site da Prefeitura de Joinville (link.joinville.sc.gov.br/EscoladePais).
Projeto promove acolhimento e orientações com linguagem acessível
Tatiane Cristina da Silva Minatti é mãe de Caetano, de 8 anos, diagnosticado com autismo com nível 3 de suporte. Ela conheceu a Escola de Pais pelas redes sociais e participou de todos os seis encontros já realizados. Para ela, o projeto foi uma oportunidade de desmistificar alguns comportamentos do filho e aplicar novas ideias que ajudaram na rotina do ambiente familiar.
“Achei a proposta muito interessante de levar um conhecimento para além das salas de terapia e de realmente proporcionar aos pais uma informação mais acessível. Em todo encontro eu levei uma informação a mais na minha bagagem de mão atípica. A didática e a linguagem dos profissionais fizeram com que eu tivesse um melhor entendimento de como levar isso para dentro da minha rotina com o meu filho em casa. Para mim, foi o mais valioso”, conta.
A percepção vai ao encontro do propósito da Escola de Pais, como explica a gerente de Serviços Especializados da Secretaria da Saúde de Joinville, Bruna de Albuquerque Catelano.
“Observamos durante os atendimentos do Naipe que muitas famílias tinham o desejo de ajudar no processo terapêutico, mas não sabiam como. As terapias acontecem em alguns momentos durante a semana, mas a vida acontece dentro de casa. A família tem um papel fundamental durante o processo terapêutico, e quando a gente traz a família para entender as necessidades de seus filhos, favorecemos o desenvolvimento dos usuários para além dos muros do Naipe e de consultórios especializados”, avalia a gerente, uma das idealizadoras do projeto.
Durante os encontros de 2026, a Escola de Pais abordou temas pertinentes ao universo de famílias atípicas, como desenvolvimento cognitivo, desfralde, nutrição, saúde bucal, e terapias, sempre com a participação de equipe interdisciplinar composta por profissionais de psicologia, serviço social, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, pedagogia e enfermagem. O projeto deve ter continuidade no ano que vem.
“Todos os temas foram pensados como oportunidades de desenvolvimento de uma forma integrada, proporcionando ferramentas para que os pais se tornem especialistas dos seus filhos. Já estamos trabalhando para a continuidade do projeto para o ano que vem, chegando a mais famílias e pessoas interessadas”, reforça Bruna.
Naipe DI/TEA
O Naipe DI/TEA é um serviço de referência no município há mais de 20 anos, dedicado ao atendimento de usuários com suspeita ou diagnóstico de deficiência intelectual e transtorno do espectro autista. Para os casos sob investigação ou necessidade de acompanhamento, a porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro. É a partir desse acolhimento inicial que o paciente passa por uma primeira avaliação e recebe o devido encaminhamento para os serviços especializados.
