Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, para o Dia Internacional das Pessoas Afrodescendentes, assinalado em 31 de agosto.
Hoje reconhecemos as enormes contribuições das pessoas afrodescendentes na política, no governo, na ciência, nas artes, na cultura, na inovação, nos esportes, nos negócios e muito mais.
Também relembramos o trabalho que ainda precisa ser feito para garantir o pleno desfrute dos direitos humanos, da igualdade e das oportunidades pelas pessoas afrodescendentes.
Em alguns países, os avanços estão sendo revertidos. Narrativas falsas que minimizam as realidades vividas e apagam a história das pessoas afrodescendentes estão voltando a ganhar força. E as raízes profundas e persistentes do pensamento supremacista branco ainda podem ser encontradas no racismo sistêmico, na desigualdade social, no discurso de ódio e na exclusão digital.
Devemos continuar nossa luta para reparar essas injustiças, reconhecendo os fatos históricos e as repercussões duradouras do colonialismo e da escravidão, em particular do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. E devemos remover as barreiras persistentes que impedem tantas pessoas afrodescendentes de exercer seus direitos e realizar seu potencial.
Legenda: A artista brasileira IZA e sua mãe visitam a Arca do Retorno na sede da ONU, em 2 de setembro de 2025. O ano de 2025 marcou o 10º aniversário do Memorial Permanente às Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos na sede das Nações Unidas. Conhecido como a Arca do Retorno, o memorial convida as pessoas a refletir sobre o legado do tráfico de escravos e a lutar contra o racismo e o preconceito.
Foto: © ONU/Mark Garten.
Os apelos por justiça reparatória e pelo enfrentamento de erros históricos estão sendo cada vez mais ouvidos — inclusive por meio da recente resolução da Assembleia Geral sobre essa questão. A Segunda Década Internacional das Pessoas Afrodescendentes é mais uma oportunidade para impulsionar avanços significativos.
Neste dia importante, reafirmemos nosso compromisso coletivo de desmantelar o racismo sistêmico e alcançar igualdade, justiça e mudanças transformadoras na vida cotidiana das pessoas afrodescendentes em todos os lugares.
Para saber mais, acesse a cobertura da ONU News em português, visite a página em português do Programa Global sobre o Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas e a Escravidão e leia o Glossário de termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18: Alcançar a Igualdade Étnico-Racial.
