Jovem de 21 anos foi morta a facadas em academia de Londrina; áudios e câmeras integram investigação
A investigação sobre a morte da universitária Thaissa Gabriely Oliveira Marques, de 21 anos, ganhou novos elementos em Londrina. A defesa do suspeito informou que ele possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), enquanto a Polícia Civil analisa imagens, áudios da vítima e outros elementos para esclarecer se o crime foi premeditado.
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Thaissa foi morta na sexta-feira (11), dentro de uma academia que ainda seria inaugurada na Zona Leste de Londrina. O suspeito, Gabriel de Andrade, foi preso e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. O caso está sob investigação da Delegacia da Mulher.
Segundo informações publicadas pelo Portal Tarobá, câmeras de segurança mostram Gabriel se aproximando de Thaissa por volta das 14h50. Os dois conversam e entram no estabelecimento. Cerca de 20 minutos depois, ele aparece deixando o local pelos fundos.
Defesa informa diagnóstico de TEA
Em manifestação divulgada após o crime, a defesa informou que Gabriel possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista.
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Os advogados ressaltaram, no entanto, que não apresentam o TEA como justificativa para o crime e não estabelecem qualquer relação entre autismo e violência.
Segundo a defesa, o objetivo é garantir que as condições pessoais e comportamentais do investigado sejam avaliadas de forma técnica, inclusive por especialistas, caso seja considerado necessário.
A defesa também pediu que ele receba, durante a prisão, atendimento compatível com a condição informada.
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Polícia vê indícios de premeditação
Outro ponto que ganhou força na investigação é a possibilidade de o ataque ter sido planejado.
O delegado Magno Miranda afirmou que a dinâmica apurada até agora aponta para indícios de premeditação. Segundo ele, o suspeito conhecia o local, já havia frequentado a região alegando procurar emprego e, no dia do crime, teria ido para casa, trocado de roupa e retornado ao estabelecimento.
A defesa da família de Thaissa também considera que existem elementos compatíveis com essa hipótese. O advogado que atua como assistente de acusação afirmou que o suspeito teria ido diversas vezes ao estabelecimento nos dias anteriores ao crime.
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Áudios mostram que Thaissa estranhava comportamento
Mensagens de voz enviadas pela própria universitária a um amigo passaram a fazer parte dos elementos analisados no caso.
Nos áudios, Thaissa demonstra estranhamento com as visitas frequentes do suspeito ao estabelecimento. Segundo relato de um amigo, ela havia percebido o comportamento insistente, embora não demonstrasse acreditar que pudesse sofrer um ataque.
A Delegacia da Mulher analisa as mensagens e depoimentos no contexto da investigação sobre eventual premeditação. A polícia também apura se o corpo da jovem foi movimentado depois do ataque.
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Mais de 30 golpes
O advogado que representa a família informou que Thaissa foi atingida por mais de 30 golpes de faca. Outras informações da investigação divulgadas pelo Portal Tarobá apontam para mais de 40 golpes. Por isso, o número exato ainda deve ser confirmado pelos laudos da perícia.
A investigação também apura uma tentativa de violência sexual. Segundo as informações divulgadas até agora, houve luta corporal dentro do estabelecimento e uma tentativa de asfixia com uma corda.
Materiais biológicos e equipamentos eletrônicos foram recolhidos para análise. Os resultados dos exames periciais devem auxiliar a Polícia Civil na reconstrução da dinâmica do crime e na conclusão do inquérito.
