A comunicação vai muito além da fala e pode ocorrer por meio de gestos, olhares e recursos tecnológicos. A avaliação é da fonoaudióloga Tatiane Chagas, especialista em transtorno do espectro autista, que falou à Rádio ES Hoje sobre a importância da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), tema de conscientização internacional durante o mês de outubro.

Segundo Tatiane, esses recursos podem auxiliar pessoas que apresentam dificuldades para se expressar verbalmente. “Então, nós podemos nos comunicar de diversas formas, através de gestos, de olhares e de artifícios que temos para introduzir a comunicação de quem não consegue expressar a fala”, afirmou.
No caso de crianças autistas, a dificuldade de comunicar sentimentos, necessidades e desejos pode estar relacionada a comportamentos considerados difíceis. “Esse é principalmente a maior complexidade das pessoas dentro do espectro. Se comunicar de forma clara e conseguir se organizar”, disse.
A fonoaudióloga também destacou que usar recursos de comunicação alternativa não significa deixar de estimular a fala. Para ela, diferentes estímulos podem potencializar o aprendizado. “Se a criança é minimamente verbal, ou seja, fala poucas palavrinhas, mas já fala, quando você entra com a comunicação alternativa, você potencializa essa fala”, explicou.
Durante a entrevista, Tatiane ressaltou ainda a importância de momentos de diálogo na rotina da família, como durante refeições, deslocamentos e atividades de autocuidado. Para ela, essas situações podem ajudar a ampliar o repertório de palavras e a comunicação da criança.
Ouça a entrevista completa:
