— Para nós (Autistas Alvinegros), essa não é apenas uma medida de organização, mas um passo essencial para que mais pessoas possam viver o futebol com segurança, respeito e dignidade. Somos um movimento formado também por pessoas autistas e sabemos, na prática, o que é lidar com o excesso de barulho, luz, multidão e a falta de preparo dos ambientes em momentos de sobrecarga. Muitas vezes, o amor pelo futebol esbarra em barreiras que poderiam ser evitadas com estrutura e acolhimento. Por isso, reforçamos que inclusão não pode ser pontual. Ela precisa ser contínua, pensada no dia a dia e em todos os jogos. Garantir esse acesso é permitir que pessoas autistas não apenas estejam nos estádios, mas que realmente se sintam parte deles — disse Juliana Prado.
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