A mãe de um jovem de 17 anos, autista nível 3 de suporte, enfrenta 19 dias de angústia à espera por uma cirurgia de emergência para o filho, que está com uma grande ferida aberta na cabeça, que ocupa toda a região do osso occipital.
A razão da demora é um impasse entre a Unimed e o Hospital de Base.
Segundo Vanessa Cristina dos Santos, no dia 27 de agosto ela recebeu uma mensagem da operadora de plano de saúde informando que o procedimento cirúrgico foi autorizado, mas a data do procedimento ainda não foi marcada.
“Fui informada que a cirurgia de enxerto seria realizada pela cirurgia plástica do Hospital de Base. Mas eu entro em contato e só informam que ainda não há previsão”, lamenta.
A lesão, de acordo com a mãe, é resultado de um processo de depressão produnda enfrentada pelo filho há um ano, em razão da perda do pai. Com o luto, ele passou a se auto-lesionar.
“Meu filho toma altas doses de Risperidona e Haldol. Ele já chegou a ficar internado 31 dias para sarar a ferida. Mas quando cicatriza, volta a ‘cutucar'”, explica.
Para sanar a febre e evitar infeccções, o menino vive à base de antitérmicos e anti-inflamatórios.
Ao Diário, o Hospital de Base informou que o agendamento da cirurgia é realizado a partir do contato da equipe que acompanha o paciente com o hospital, para definição da data conforme a disponibilidade do centro cirúrgico. “O HB permanece à disposição para dar andamento ao agendamento assim que a solicitação for encaminhada”.
A Unimed nega:
“A Unimed São José do Rio Preto informa que o procedimento solicitado foi devidamente autorizado pelo convênio e, neste momento, não há pendência por parte da operadora que impeça a realização da cirurgia”, respondeu.,
Ainda de acordo com a empresa, conforme o fluxo de agendamento cirúrgico, após a autorização do procedimento, a unidade hospitalar e a equipe médica responsável dão sequência às etapas necessárias para definição da data e demais orientações ao paciente.
“Ainda assim, diante da situação relatada pela família, a Unimed já entrou em contato com a equipe responsável pelo procedimento no Hospital de Base para reforçar a necessidade de agilidade no atendimento e acompanhar a evolução do caso”, finaliza a nota.
