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Responsáveis por pessoas com autismo em Goiás poderão usufruir de transporte intermunicipal gratuito

Responsáveis por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) poderão ter acesso gratuito ao transporte coletivo intermunicipal de Goiás. O benefício está previsto no projeto de lei nº 17.014/26, apresentado nesta quarta-feira (19) na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

A proposta contempla mães, pais, responsáveis legais, genitores, tutores, guardiões e cuidadores de pessoas diagnosticadas com autismo. Entretanto, a gratuidade ainda não está em vigor, pois o texto deverá passar pela análise das comissões e por votação no plenário da Assembleia.

O projeto pretende alterar a Lei estadual nº 19.075, de outubro de 2015, que instituiu a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Caso a mudança seja aprovada, o acesso gratuito deverá ser autorizado mediante a apresentação da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) ou de laudo médico que comprove o diagnóstico.

A justificativa apresentada pela deputada estadual Bia de Lima, autora do projeto, aponta que famílias de pessoas com autismo enfrentam despesas contínuas com consultas, terapias, acompanhamento multidisciplinar e atividades educacionais. Parte desses atendimentos pode ser realizada em municípios diferentes daquele onde a família reside.

“Em muitos casos, especialmente no interior do Estado, os tratamentos especializados concentram-se em municípios diversos daquele de residência da família, impondo aos responsáveis despesas contínuas com transporte intermunicipal”, argumenta a parlamentar.

O texto protocolado ainda deverá esclarecer, durante sua tramitação ou em eventual regulamentação, como o benefício será solicitado, se haverá necessidade de cadastro prévio e quais modalidades de transporte coletivo intermunicipal serão abrangidas.

A matéria será encaminhada inicialmente à Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Alego. Nessa fase, o projeto será distribuído a um relator, responsável por avaliar os aspectos jurídicos e constitucionais da proposta. Se avançar, ainda precisará ser analisado e votado pelos deputados estaduais. Somente após a aprovação legislativa e a sanção do Governo de Goiás a gratuidade poderá entrar em vigor.

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