Deputado estadual recebeu 23.845 votos nas eleições de 2026 e não conseguiu renovar o mandato. Parlamentar construiu parte de sua trajetória na defesa da inclusão, da acessibilidade e dos direitos de pacientes e suas famílias.
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) terá uma ausência significativa em sua próxima composição. O deputado estadual Tovar Correia Lima (MDB), conhecido por sua atuação em pautas sociais e na defesa de pessoas com doenças raras, não conseguiu a reeleição no pleito de 4 de outubro de 2026.
Com 23.845 votos em todo o estado, Tovar ficou na suplência e, inicialmente, não integrará a legislatura que terá início em 2027. O resultado encerra, ao menos por enquanto, sua presença como titular de uma cadeira no Legislativo paraibano.
Mais do que o resultado eleitoral, a ausência do parlamentar chama atenção pelas causas que abraçou durante sua trajetória política, especialmente aquelas relacionadas às pessoas com deficiência, pacientes com doenças raras e famílias que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado.
Atuação em defesa de quem mais precisa
Entre as iniciativas de Tovar está a Lei Estadual nº 14.368, de 22 de abril de 2026, originada de um projeto de sua autoria. A legislação trata da criação de um sistema de fila prioritária virtual para atendimento de pessoas com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), doenças raras ou mobilidade reduzida nos órgãos públicos estaduais.
A medida representa um avanço na busca por maior acessibilidade e redução das dificuldades enfrentadas por cidadãos que necessitam de atendimento diferenciado.
Outro destaque foi a apresentação de uma proposta para garantir validade indeterminada a laudos médicos que comprovem deficiências irreversíveis ou incuráveis e o Transtorno do Espectro Autista, evitando a exigência de avaliações repetitivas em situações permanentes.
Tovar também apresentou iniciativas voltadas ao acolhimento de estudantes com autismo, à inclusão escolar e ao fortalecimento da assistência às famílias atípicas.
Na área das doenças raras, o parlamentar chegou a solicitar providências para regularizar a distribuição de medicamento destinado a pacientes com a Doença de Fabry, condição genética rara que exige acompanhamento especializado.
Uma pauta que precisa continuar
A defesa das pessoas com doenças raras ultrapassa diferenças partidárias e disputas eleitorais. São milhares de famílias que enfrentam desafios relacionados ao diagnóstico, ao acesso a medicamentos, à continuidade dos tratamentos e à assistência especializada.
Nesse contexto, a atuação parlamentar desempenha papel importante ao dar visibilidade às necessidades desses pacientes e cobrar respostas do poder público.
Embora a Assembleia Legislativa conte com outros representantes que também trabalham na defesa dessas causas, a saída de Tovar representa a perda de uma voz que vinha contribuindo com propostas e cobranças relacionadas ao tema.
O resultado das urnas deve ser respeitado, mas isso não impede o reconhecimento de iniciativas relevantes desenvolvidas durante um mandato.
Reconhecimento além das urnas
A trajetória de um parlamentar não pode ser avaliada exclusivamente pelo número de votos recebidos. A contribuição de um mandato também está relacionada às leis apresentadas, às demandas acompanhadas e à capacidade de representar segmentos da sociedade que nem sempre encontram espaço no debate político.
No caso de Tovar, sua atuação em defesa da inclusão e das pessoas com doenças raras integra esse legado.
A expectativa é que os parlamentares eleitos para a próxima legislatura deem continuidade ao debate, ampliem as políticas públicas e mantenham o compromisso com pacientes e familiares.
Afinal, independentemente de quem esteja ocupando uma cadeira na Assembleia, a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das pessoas com doenças raras precisa permanecer como prioridade.
Redação
