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Príncipe Harry renuncia cargo em ONG após denúncia de violações de direitos humanos

O príncipe Harry deixou o conselho de administração da African Parks, organização de conservação da vida selvagem que administra áreas protegidas em países africanos e que esteve envolvida em uma controvérsia sobre alegadas violações de direitos humanos.

A saída foi confirmada por um porta-voz do duque de Sussex, que afirmou que Harry continua apoiando a organização e sua atuação na conservação ambiental. O príncipe havia ocupado a presidência da instituição durante seis anos e, posteriormente, passou a integrar seu conselho administrativo em 2023.

A decisão ocorre após uma investigação independente sobre denúncias apresentadas por integrantes da comunidade Baka, na República do Congo. Em 2024, uma reportagem do Mail on Sunday publicou acusações de que guardas ligados à African Parks teriam espancado, torturado com água e estuprado moradores locais como forma de impedir o acesso às florestas ancestrais da comunidade, incorporadas a uma área de conservação.

Depois da investigação, a African Parks reconheceu que ocorreram violações de direitos humanos no Parque Nacional de Odzala-Kokoua, administrado pela organização. A instituição também afirmou ter implementado mudanças em seus procedimentos de proteção no parque e em sua estrutura interna.

Apesar da saída do conselho, Harry mantém seu apoio público à entidade. “O duque se orgulha de seus 10 anos na African Parks e apoia integralmente o fortalecimento contínuo de seu conselho administrativo”, disse o porta-voz. “Seu compromisso com a conservação na África continua, e ele permanece um apoiador da missão da African Parks.”

A Survival International, organização internacional dedicada à defesa dos direitos dos povos indígenas, havia pedido que o príncipe abandonasse sua posição no conselho.

A African Parks, fundada há 26 anos, administra mais de 20 milhões de hectares em parceria com 13 governos africanos e centenas de comunidades locais. Em comunicado, a instituição agradeceu a Harry pelo período de uma década de envolvimento com suas atividades.

“A relação dele com a organização remonta ao Malawi, em julho de 2016, quando ele apoiou uma das maiores translocações de elefantes da história. Ele atuou como presidente por seis anos antes de ser nomeado membro do conselho administrativo”, afirmou a organização.

“Ao longo dos anos, o duque chamou a atenção global para a necessidade urgente de proteção da biodiversidade em benefício das pessoas e da vida selvagem, e contribuiu enormemente para a promoção da filantropia em prol da conservação na África. O duque permanece profundamente comprometido com essa causa e continua sendo um forte apoiador do trabalho da African Parks.”

A saída do conselho ocorre enquanto Harry e Meghan, duquesa de Sussex, se preparam para uma possível mudança da Califórnia para o Reino Unido com os filhos, Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco.

O casal estaria planejando uma “estadia prolongada” no Reino Unido, e as crianças já estariam matriculadas em uma escola. A duração da permanência, porém, não foi confirmada, repercute o The Guardian.

Paralelamente, Meghan estaria buscando oportunidades como atriz. Segundo relatos, ela teria negociado uma participação na terceira temporada de ‘The Gentlemen’, produção da Netflix dirigida por Guy Ritchie, mas informações posteriores indicaram que o acordo teria sido cancelado.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.

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