Redação Tribuna do Norte
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14h55


A Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou, em nota nesta quarta-feira (19), o afastamento da equipe envolvida em um caso de agressão contra um jovem com transtorno do espectro autista em Macau, cidade do Litoral Norte Potiguar.
Segundo a nota, a equipe permanecerá afastada até “a conclusão das investigações”, instauradas pelo Comandante-Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Coronel Alarico, através da abertura do Inquérito Policial Militar (IPM).
A PM informou ainda que “não compactua com qualquer tipo de excesso ou desvio de conduta que atente contra a dignidade da pessoa humana”.
Leia a nota na íntegra abaixo:
”O Comandante-Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Coronel Alarico, ao tomar conhecimento de imagens que circulam em redes sociais envolvendo uma abordagem realizada por policiais militares no municipio de Macau, determinou a imediata instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos policiais, bem como o afastamento da equipe envolvida até a conclusão das investigações.
A PMRN reitera que não compactua com qualquer tipo de excesso ou desvio de conduta que atente contra a dignidade da pessoa humana.
A instituição reafirma seu compromisso com a segurança pública pautada na legalidade, no respeito ao cidadão e na rigorosa observância dos protocolos técnicos de atuação policial.
Centro de Comunicação Social da PMRN”.
Entenda o caso
O jovem com TEA relatou que as agressões ocorreram na terça-feira (18), quando ele saiu de um atacarejo. Ele contou que foi abordado nas proximidades do estabelecimento e ficou com medo durante a abordagem, e por isso não obedeceu a ordem de parada de imediato.
Ele afirmou ainda que os policiais usaram força física, com um “mata-leão” para imobilizá-lo. Ele também teria sofrido ofensas durante a ação. Familiares do jovem apresentaram imagens com marcas no rapaz que, de acordo com eles, foram causadas pela ação policial, nas costas e pescoço.
O jovem foi encaminhado à delegacia após a abordagem, mas foi liberado pois os militares não identificaram qualquer ato criminoso. No local, eles foram avisados a respeito do diagnóstico dele, e o liberaram para ficar com a família.
Em resposta ainda na terça-feira (18), os militares afirmaram que o jovem foi abordado, inicialmente, por estar em atitude suspeita. A Defensoria Pública informou que acompanha o caso.
