A Prefeitura de Belo Horizonte vai investir R$ 1,8 milhão na implantação de quatro novos espaços públicos inclusivos e multissensoriais voltados principalmente a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A contratação da empresa responsável pelos parques foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta terça-feira (29).
A escolhida foi a Ativa Inclusão Ltda., mesma empresa que desenvolveu o projeto-piloto instalado no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro da capital. O contrato prevê o fornecimento e a instalação dos equipamentos, além da preparação das bases de concreto, colocação de piso emborrachado de segurança, comissionamento, capacitação e entrega da documentação técnica.
Os novos espaços serão implantados no Parque Municipal Juscelino Kubitschek, no Sion, na Região Centro-Sul; no Parque Ecológico Roberto Burle Marx, no Flávio Marques Lisboa, no Barreiro; no Parque Aggeo Pio Sobrinho, no Buritis, na Região Oeste; e no Parque Ecológico Francisco Lins do Rêgo, conhecido como Parque Ecológico da Pampulha.
A proposta amplia para outras regiões da cidade um modelo que já funciona no Parque Municipal. O espaço-piloto, inaugurado no ano passado, foi concebido para oferecer em um ambiente público e gratuito estímulos sensoriais que muitas vezes ficam restritos a clínicas ou espaços especializados.
Com cerca de 150 metros quadrados, o Parque Girassol reúne painéis sensoriais, plataformas de movimento, percursos de equilíbrio e estruturas para estímulos táteis. Embora tenha as crianças autistas como público prioritário, os equipamentos foram pensados para atender também pessoas com diferentes deficiências e necessidades, incluindo limitações motoras, visuais, auditivas ou cognitivas.
A proposta dos parques é criar ambientes em que diferentes estímulos possam ser experimentados de maneira acessível. Os equipamentos contam ainda com recursos de comunicação que ajudam os usuários a compreender como utilizá-los.
Nos novos espaços, o projeto prevê placas com QR Codes, que poderão direcionar para conteúdos explicativos e orientativos. A estrutura inclui recursos como Libras, audiodescrição e legendas, ampliando as possibilidades de acesso às informações.
O projeto-piloto do Parque Municipal recebeu investimento de cerca de R$ 500 mil. A manutenção do espaço ficou a cargo da Prefeitura.
