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nada do que me foi imputado existiu e eu tenho como provar”, diz Silvio Almeida à TV 247 – Brasil 247

247 – Em uma das entrevistas mais aguardadas do cenário político e jurídico nacional, o professor, advogado e ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, quebrou o silêncio público sobre os acontecimentos que culminaram em sua demissão do governo federal em setembro de 2024. Em conversa franca com o jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, Silvio Almeida foi enfático ao declarar que as imputações feitas contra ele são inteiramente falsas: “É mais do que inocência: nada do que me foi imputado aconteceu e eu tenho como provar”.

Ao longo de mais de uma hora e meia de diálogo sereno e fundamentado, o jurista desabafou sobre a violência do massacre moral que sofreu nos meios de comunicação e nas redes sociais, afirmando que foi alvo de um processo deliberado de aniquilação pública que atropelou garantias elementares do devido processo legal e da ampla defesa. Convicto da verdade e da consistência de suas provas, Silvio Almeida destacou que o tempo e os procedimentos formais demonstrarão a absoluta improcedência das alegações.

O abismo do isolamento e o pesadelo do linchamento

Durante a entrevista, o ex-ministro descreveu com crueza o impacto humano do trauma provocado por sua saída abrupta de Brasília. Almeida compartilhou que vivenciou episódios graves de depressão e sofrimento psicológico agudo, passando semanas recluso em casa, desorientado entre o sono prolongado e a dor de ver sua honra devassada sem chance de resposta imediata à altura.

“Eu ficava no quarto para a sala, da sala para o quarto. Eu não sabia mais diferenciar direito o estado de vigília do estado de sono. Para mim, estar acordado era um grande pesadelo, e o sono parecia um lugar mais confortável”, relatou a Leonardo Attuch. Ele contou que essa experiência extrema serviu de inspiração para outro manuscrito em produção, provisoriamente intitulado O Sonho Brasileiro.

A virada em sua postura diante do luto e da dor deu-se a partir de uma decisão consciente de não aceitar o papel de vítima silenciosa nem capitular diante da mentira: “Eu preciso continuar subindo essa montanha. Preciso encontrar um meio de lembrar aquilo que verdadeiramente sou. Eu não posso e não vou ser reduzido a mentiras, não posso ser reduzido a acusações caluniosas”, afirmou.

Provas concretas e o resgate da verdade

Silvio Almeida frisou que sua serenidade atual decorre não apenas da consciência tranquila, mas do acervo factual e documental que desmente as versões criadas no calor do escândalo midiático. Para o jurista, o que ocorreu foi a fabricação de uma narrativa destinada a inviabilizá-lo politicamente e desumanizá-lo perante a opinião pública.

Segundo Almeida, o conceito de “inocência” é até modesto para retratar a sua situação, pois pressuporia a existência de fatos duvidosos ou controversos. Na sua avaliação, trata-se de algo anterior: a inexistência material das condutas que lhe foram atribuídas. Ele reafirmou que todas as instâncias cabíveis receberão a demonstração cabal de que as narrativas construídas contra ele colapsam diante do escrutínio dos fatos reais e dos registros objetivos.

Reconstrução pelo estudo, ancestralidade e amor familiar

Longe das disputas imediatas de poder institucional, o ex-ministro detalhou como reconstruiu sua rotina cotidiana ao longo do último período. Ele intensificou o cuidado com a saúde mental e corporal, passou a treinar jiu-jitsu, cercou-se de amigos leais e aprofundou sua produção acadêmica com a publicação de O Dragão no Céu: Direito, Soberania e Socialismo na China (Editora Contracorrente) e a redação de novos livros teóricos.

No encerramento da conversa com Leonardo Attuch, Silvio Almeida recorreu à força de suas raízes e da ancestralidade afro-brasileira para resumir o horizonte que orienta sua vida daqui em diante:

“Eu olho para as minhas guias de Xangô, lembro das minhas tradições, dos meus ancestrais, do meu pai, da minha mãe, do meu bisavô. Tudo o que faço é para orgulhá-los. E, acima de tudo, o meu maior objetivo de vida agora é que a minha filha tenha orgulho do pai que tem, e que ela jamais tenha vergonha de mim. Esse é o meu compromisso com a verdade”.

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