Mulheres do Rio Grande do Sul em situação de violência ou responsáveis pelo cuidado de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem acessar atendimento gratuito em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço funciona por videochamada, com agendamento pelo aplicativo Meu SUS Digital, sem necessidade de deslocamento.
A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, que oferece até 100 mil teleatendimentos por mês em todo o país. O serviço começou em 24 de agosto de 2026 e também contempla mães, avós, tias, irmãs e outras mulheres que exercem atividades de cuidado.
Como agendar o atendimento gratuito pelo SUS
Para solicitar uma consulta, a mulher deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital e entrar com sua conta gov.br.
Na plataforma, é necessário seguir estas etapas:
- Acessar a seção “Miniapps”.
- Selecionar “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.
- Preencher o cadastro na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
- Informar se está ou esteve em situação de violência ou se cuida de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.
- Aguardar o contato da equipe para escolher a data e o horário da consulta.
Segundo o Ministério da Saúde, a equipe entra em contato em até 24 horas após o cadastro. A paciente recebe lembretes antes da consulta e, na data agendada, um link para participar do atendimento remoto.
Atendimento pode incluir até 10 sessões
Nos casos de violência, o primeiro atendimento identifica possíveis riscos, avalia a rede de apoio da paciente e estabelece suas principais necessidades.
Cada mulher poderá realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo conforme a necessidade. O Ministério da Saúde informa que as consultas são conduzidas por psicólogas capacitadas para acolhimento virtual e identificação de situações de risco.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.
Após o acompanhamento inicial, a paciente poderá receber encaminhamento para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede pública de saúde.
A proposta é conectar o atendimento remoto aos serviços disponíveis nos municípios, permitindo a continuidade do cuidado quando necessária.
Em situações de risco imediato, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, ou a Polícia Militar, pelo 190.
O acesso ao serviço e outras informações estão disponíveis no site oficial do Ministério da Saúde.
