A Fundação Casa de Marília recebeu, no dia 25, uma roda de conversa sobre diversidade, direitos humanos e cidadania promovida pelo Núcleo de Diversidade da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Sasc). A atividade reuniu jovens e profissionais da unidade para discutir respeito às diferenças, convivência e garantia de direitos.
A ação teve abordagem pedagógica e não punitiva, com espaço para escuta, reflexão e troca de experiências. Entre os temas tratados estiveram identidade de gênero, nome social, orientação sexual e enfrentamento às LGBTfobias.
Segundo a Sasc, as discussões foram relacionadas às garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nas normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), além das diretrizes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
Dados e informações sobre violência motivada por preconceito também foram apresentados para estimular a reflexão sobre os impactos da discriminação e a importância de ambientes baseados no respeito e na convivência pacífica.
O coordenador do Núcleo de Diversidade, Cin Falchi, afirmou que a abordagem do tema no espaço socioeducativo contribui para ampliar a discussão sobre direitos e relações sociais.
“Trabalhar a diversidade no espaço socioeducativo é garantir direitos e colaborar para que a juventude que lá se encontra consiga se restabelecer em uma convivência pacífica e cidadã. A escuta e o respeito mútuo são as bases para transformar realidades.”
A atividade também tratou da articulação entre o Núcleo de Diversidade e os serviços municipais das áreas de Assistência Social, Saúde e Educação. De acordo com a Sasc, a integração amplia as possibilidades de acompanhamento e fortalece a rede de proteção durante o atendimento socioeducativo.
A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Hélide Maria Parrera, destacou a atuação conjunta dos serviços na garantia de direitos de crianças e adolescentes.
“Quando os serviços trabalham de forma articulada, conseguimos olhar para cada jovem de maneira mais ampla, considerando sua história, suas necessidades e seus direitos. O diálogo sobre diversidade também é uma forma de prevenção à violência e de construção de relações mais respeitosas, dentro e fora dos serviços públicos.”
Segundo a Sasc, a atividade faz parte do trabalho do Núcleo de Diversidade voltado à promoção dos direitos humanos e à articulação com os serviços da rede municipal. A proposta inclui ações relacionadas à convivência, ao respeito às diferenças e à garantia de direitos no atendimento socioeducativo.
