InícioautismoEstar na “pele de um autista” para combater preconceitos

Estar na “pele de um autista” para combater preconceitos

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Por exemplo, acrescenta, há autistas que têm dificuldade em comunicar, há outros que comunicam muito bem, há uns que têm hipersensibilidade, outros são hipossensíveis e precisam de estímulos para se sentirem mais confortáveis. O autismo é normalmente diagnosticado por um psiquiatra. Consoante o caso, definem-se intervenções, terapias comportamentais, «a melhor estratégia para ajudar aquele autista».
Ainda há estigma? «Sim, sim, ainda há muito capacitismo». A sociedade ainda pensa que um autista é aquela pessoa que não fala, que se balança para a frente e para trás, que é um génio. Esta imagem, que terá algo a ver com ideias passadas em filmes e séries, mas «não é verdade, pode até ser a realidade de um autista, mas não de todos», não se pode generalizar.

Autista, Maria do Mar é bailarina e modelo fotográfico. Diagnosticada aos 16 anos, sabia e sentia, até essa altura, que era diferente mas não sabia o porquê, nem o que se passava consigo. O diagnóstico foi, de certa forma, um alívio, mas seguido de choque, por saber que tem uma condição irremediável que a vai acompanhar toda a vida.
Passado o momento terrível, encontrou na dança «a forma de comunicar com os outros, de me expressar e de dizer o que sinto e penso», superando assim dificuldades de comunicação ou socialização. Hoje, é «uma pessoa feliz».
Com “Ao Som do Silêncio” procurou-se transmitir conhecimento à sociedade sobre o que realmente é o autismo, uma condição hereditária. Diga-se desde já que não está a aumentar, os diagnósticos é que estão mais atualizados, refere Maria do Mar.

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