Para que o medicamento possa chegar aos doentes, é necessária uma autorização de introdução no mercado concedida pela Autoridade Nacional do Medicamento ou que o representante legal submeta um pedido de financiamento público ao Infarmed. E, após ser submetido, o pedido será analisado e só depois poderá entrar no mercado português.
Recentemente, o Ministério da Saúde e o Infarmed reuniram-se com a detentora do medicamento, mas, até agora, a farmacêutica ainda não submeteu o pedido de financiamento. “A reunião ocorreu na semana passada, após forte insistência do Ministério da Saúde e do Infarmed, e teve como finalidade esclarecer dúvidas relativas ao procedimento de submissão do processo ao Infarmed para efeitos de financiamento”, explicou o Infarmed ao JN.
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Os doentes com epidermólise bolhosa, uma doença rara caracterizada pela extrema fragilidade da pele, têm lutado para ter acesso ao Vyjuvek. O medicamento não cura a doença, mas pode melhorar a qualidade de vida destes doentes, uma vez que ajuda a acelerar a cicatrização das feridas e torna a pele mais resistente. O fármaco, autorizado pela Autoridade Europeia do Medicamento, já está à venda em alguns países, como em Espanha, mas ainda não está disponível em Portugal.
Petição junta milhares
Neste momento está a decorrer uma petição para garantir o “acesso universal e urgente ao tratamento com Vyjuvek para todas as crianças com epidermólise bolhosa”, que já conta com 14 979 assinaturas.
A doença, além da pele, pode também afetar outros órgãos, tendo repercussões importantes no estado geral de saúde, crescimento, desenvolvimento e expectativa de vida.
Pormenores
22 mil euros
O Vyjuvek é o primeiro fármaco tópico (pomada) para o tratamento de feridas em doentes com epidermólise bolhosa. Custa cerca de 22 mil euros.
200 doentes
Estima-se que haja em Portugal cerca de 200 doentes com a patologia. O espectro da doença é muito variável, desde formas ligeiras até graves, incapacitantes e potencialmente fatais.
