Para debater o tema, Comissão de Direitos Humanos realiza audiência nesta quarta (12), com a participação de Thiago Ávila e José Maria de Almeida.
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Debater, com a presença do Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino, os processos de criminalização de lideranças e ativistas dos movimentos sociais, sindicais e políticos. Esse é um dos objetivos da audiência pública que a Comissão de Direitos Humanos promove nesta quarta-feira (12/8/26).
A reunião, que acontece no Auditório José Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), às 16 horas, é fruto de requerimentos de vários deputados. Na audiência, também será abordada a importância de garantir e defender as liberdades de expressão, organização, mobilização e as manifestações de solidariedade internacionalistas aos povos oprimidos, marginalizados e em situações de violência e extermínio.
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Primeiro signatário do requerimento, o deputado Leleco Pimentel alertou: “Pessoas que defendem a vida estão sendo condenadas à morte”. Ele se referiu ao sindicalista e presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), José Maria de Almeida, e ao ativista Thiago Ávila e Silva Oliveira, organizador das Flotilhas Humanitárias para Gaza.
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Punições
José Maria de Almeida enfrentou perseguição jurídica e foi condenado pela justiça brasileira em abril de 2026 a dois anos de prisão domiciliar no Brasil sob acusação de racismo. O motivo foram falas proferidas pelo sindicalista em um ato pró-Palestina, em outubro de 2023, quando criticou as ações militares do Estado de Israel. Zé Maria declarou que “todo ato de violência do povo palestino contra o sionismo é legítimo”,
Já o ativista Thiago Ávila foi alvo de tortura e ameaças de morte por investigadores israelenses, enquanto esteve detido ilegalmente em Israel, em maio de 2026, após sua flotilha (pequeno grupo de navios) humanitária ter sido interceptada.
Nos interrogatórios conduzidos pela agência de inteligência israelense, os agentes disseram a Thiago que iriam matá-lo ou mantê-lo preso por até 100 anos. Também exibiram fotos da esposa e da filha no Brasil para desestabilizá-lo psicologicamente.
O ativista relatou ter sofrido enforcamentos com cadarços, choques elétricos, privação de sono sob luzes intensas e espancamentos. Após pressão diplomática do governo brasileiro e de parlamentares, Thiago foi libertado e retornou ao Brasil.
Além de Leleco Pimentel, são autores dos requerimentos: os deputados do PT Betão, Cristiano Silveira, Luizinho, Ricardo Campos e Ulysses Gomes; as deputadas do PT Andréia de Jesus, Beatriz Cerqueira, Bella Gonçalves, Leninha e Macaé Evaristo; além dos deputados Celinho Sintrocel (PCdoB) e Adalclever Lopes (PV).
Ativistas confirmam presença
Para o evento desta quarta (12), estão confirmadas as presenças dos dois ativistas, José Maria de Almeida e Thiago Ávila. Também participarão: Demian Ferreira da Cunha, do Comitê Mineiro em Solidariedade ao Povo Palestino; Amanda Coelho Marzall, da Global Sumud Flotilha em 2026; Ahmed Shehada, presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal); Breno Altman, jornalista e criador do site OperaMundi; frei Gilvander, da Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais; e Juliana Salles de Carvalho, da Secretaria-Geral do Sindicato dos Médicos de São Paulo.
