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certidões de óbito retificadas registram mortes das 11 vítimas como decorrentes de ação de agentes do Estado — Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

As certidões de óbito das 11 vítimas do caso Acari foram retificadas em cumprimento à sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) no Caso Leite de Souza e outros vs. Brasil. Os documentos foram apresentados em cerimônia nessa segunda-feira (27), no Cristo Redentor, Rio de Janeiro (RJ), e passam a registrar que as mortes decorreram de ação de agentes do Estado no contexto de desaparecimento forçado.

O ato destacou a importância da memória, da verdade e da reparação às famílias das vítimas Viviane Rocha da Silva (13 anos), Cristiane Leite de Souza (16 anos), Hoodson Silva de Oliveira (16 anos), Wallace Souza do Nascimento (17 anos), Antonio Carlos da Silva (17 anos), Luiz Henrique da Silva Euzebio (17 anos), Edson de Souza Costa (17 anos), Rosana de Souza Santos (18 anos), Moisés dos Santos Cruz (31 anos), Luiz Carlos Vasconcellos de Deus (37 anos) e Hedio Nascimento (41 anos), desaparecidas em 26 de julho de 1990.

Para a presidenta da Associação Mães de Acari, Aline Leite, o ato representa o reconhecimento de uma verdade defendida pelas famílias desde o desaparecimento dos jovens. Já a representante da Organização Projeto Legal, Mônica Alkmim, destacou a trajetória coletiva das famílias ao longo das últimas décadas.

O caso Acari teve início em 26 de julho de 1990, quando 11 jovens desapareceram após saírem do bairro de Acari, na zona norte do Rio de Janeiro. Desde então, familiares organizaram uma mobilização permanente em busca de informações sobre o paradeiro das vítimas e pela apuração dos fatos, tornando o movimento Mães de Acari uma referência na defesa dos direitos humanos e no enfrentamento ao desaparecimento forçado.

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Texto: E.G.

Edição: F.T.

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