A jovem autista Eduarda Guerin, de 20 anos, moradora de Esteio, recebeu autorização para gravar Balada do Louco, clássico de Arnaldo Baptista e Rita Lee.
A oportunidade veio depois que ela cantou um trecho da música para a atriz Cleo Pires, no quadro Pode Perguntar, do Fantástico, programa da TV Globo. A apresentação emocionou a atriz e chamou a atenção de Baptista, que convidou Eduarda e a mãe para uma visita à sua casa, em Belo Horizonte.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
No encontro, o músico confirmou que a jovem poderá gravar a canção. Segundo Eduarda, fora dos Mutantes, Ney Matogrosso era o único artista que tinha autorização de Baptista para fazer uma gravação. “Mas, fora dos Mutantes, só tem dois: Ney Matogrosso e ela”, contou.
A jovem explicou que o processo envolve outras autorizações. “O Roberto de Carvalho teve que autorizar, também, os filhos da Rita Lee, porque é uma composição composta pelos dois”, disse, ao falar sobre a gravação da obra, assinada por Baptista e Rita Lee.
A música como parte da história
A relação de Eduarda com a música começou na infância. Ela conta que, quando era criança, não tinha fala funcional. O piano e o violino foram alguns dos primeiros instrumentos que ouviu. “A minha mãe queria ouvir a minha voz, queria ter a sua primeira conversa comigo e não conseguia”, lembra.
Eduarda diz que a música, o piano, o violino e o apoio da mãe fazem parte de sua trajetória. Hoje, ela se define como artista e fala com orgulho sobre sua identidade: “Eu sou artista, autista artista, e sou maravilhosa do jeito que eu sou”.
No programa, antes de cantar Balada do Louco, Eduarda também entregou a Cleo um quadro de flor de lótus, a preferida da atriz. “Quando eu fui dar o quadro para ela, ela se emocionou e eu cantei um trechinho da música”, conta. O encontro com Baptista, afirma, foi uma oportunidade de conhecer mais sobre a história e o legado do músico.
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Livro
O talento de Eduarda vai além da música. Em 2018, ela foi coautora de um livro chamado a Princesa Autista Valente, escrito em parceria com sua mãe, Rosimari Guerin. A obra narra a história de Eduarda, abordando de forma lúdica os desafios do autismo leve, preconceitos, inclusão escolar e superação.
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