O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou em entrevista à CNN, que o Brasil está em guerra contra o crime organizado. O empresário foi questionado se enxerga nisso como uma maneira de autoritarismo, mas negou.
“Não seria autoritarismo. Eu vou levar democracia para as regiões dominadas pelo crime. Eu sou um democrata, eu sou um republicano, eu sou um defensor dos direitos humanos. Eu acredito que 40 milhões de brasileiros que moram em regiões que são dominadas pelo crime não tenham acesso aos três principais direitos humanos de primeira geração, vida, liberdade e propriedade”, destacou.
Renan Santos explicou o que enxerga nesses “três principais direitos humanos”. O candidato afirmou que buscará ter uma forte presença do Estado nas comunidades.
“Uma pessoa que mora numa região dominada pelo crime tem direito a sua propriedade? Não tem. Na favela ele não tem direito a propriedade. Um traficante pode mandar você sair da sua casa. Liberdade ele tem direito? Claramente não. Se você pedir um Uber na Rocinha hoje, você vai tomar surra de paulada. Você não tem liberdade para escolher o meio de transporte que você usa. E vida? Onde se mais morrem brasileiros? Então eu preciso garantir esses direitos humanos, eu tenho que ter uma presença muito forte do Estado, entender que existe uma guerra tocada pelo crime organizado e vencer ele numa guerra”, afirmou.
O candidato à presidência do Brasil afirmou que sua eleição é um “plebiscito”. Renan afirmou que quem acha que o Brasil não está em guerra, que vote em outros candidatos. “É que eu tenho que fazer a minha eleição a um plebiscito. Se você acha que o Brasil não está em guerra, vote sim. Voto no Lula, voto no Flávio, voto no Cury. Pro Cury tá tudo muito bem, você só precisa tomar um Rivotril e tá salvo. Eu acho que tem uma guerra, então eles são plebiscito. Se você acha que tem uma guerra, eu sou o seu general. Se você não acha que tem uma guerra, pode votar nos outros que tá tudo bem”, finalizou.
