Boa Vista terá dois pontos de apoio para pessoas em situação de rua, com previsão de instalação até o fim deste ano. O anúncio foi feito pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, durante visita ao CREDHYY (Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana) e ao CAICYY (Centro de Atendimento Integrado à Criança Yanomami e Ye’kwana), em Boa Vista.
Segundo a ministra, os espaços fazem parte de uma política federal voltada ao atendimento da população em situação de rua e terão serviços básicos, além de encaminhamentos para atendimento de saúde, assistência social e trabalho.
“Boa Vista é uma das capitais que teve o maior aumento de população em situação de rua nos últimos anos e, em função disso, a gente está instalando aqui dois equipamentos que a gente chama de ponto de apoio da rua, que fazem parte do programa chamado de Cidadania PopRua, que vão servir exatamente para acolher essa população do ponto de vista de acesso à água, acesso à ida de higiene e encaminhamento para outros serviços, seja para a saúde, assistência social e a parte de trabalho”, afirmou.
Questionada sobre a presença de indígenas Yanomami em situação de rua na capital, Janine afirmou que a questão está dentro do cenário de vulnerabilidade que precisa ser atendido pelas políticas públicas. A instalação dos pontos de apoio deverá ampliar o acesso a serviços básicos e permitir o encaminhamento das pessoas para outras estruturas da rede pública, conforme a necessidade de cada caso.
A ministra afirmou que a previsão é que o primeiro equipamento seja implantado até o fim de 2026. O detalhamento sobre os locais e o cronograma deverá ser apresentado pela equipe técnica do Ministério.
Atendimento a indígenas




A visita aos centros também teve como objetivo acompanhar os serviços prestados às populações Yanomami e Ye’kwana em Roraima. O CREDHYY é voltado ao atendimento e à garantia de direitos humanos das comunidades Yanomami e Ye’kwana.
Já o CAICYY oferece atendimento integrado às crianças dessas populações. Os dois equipamentos funcionam no mesmo espaço, mas possuem serviços distintos.
Segundo Janine, a concentração dos serviços facilita o acesso da população a diferentes políticas públicas. “A ideia facilita para a população estar no mesmo espaço, mas a gente tem serviços aqui que podem atender a diferentes demandas e violações de direitos humanos”, explicou.
A ministra também destacou a atuação das equipes fora dos centros, com atendimento em outras localidades do estado.
“É importante ter as equipes atuando, que não atuam só aqui, mas também conseguem atuar fora e atendendo casos em outras localidades, para a gente garantir essa chegada do Estado, a chegada do governo brasileiro nos territórios e para essas populações”, afirmou.
Durante a agenda, a ministra também incluiu visita à Operação Acolhida, estrutura criada para atender a população migrante em Roraima.
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