⚡ Jogo Rápido
- Arena Fonte Nova terá espaço dedicado a pessoas com autismo em 2027
- Estrutura terá isolamento acústico, circulação facilitada e organização dos ambientes para orientar os usuários
- Projeto inclui suporte especializado e ambiente com adaptações sensoriais
A Arena Fonte Nova, em Salvador, que desde o último dia 20 passou a contar com a Acelen como detentora dos naming rights do estádio, está implementando a Arena TEA, espaço destinado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares durante partidas de futebol e outros eventos no local.
Integrada ao programa ESG da administração do local, a iniciativa passa por eventos-teste para avaliar e ajustar os protocolos de atendimento antes da abertura ao público, prevista para o início da temporada de 2027.
“A partir desse espaço, pretendemos fomentar a agenda de inclusão e integração social. Com infraestrutura adaptada e o apoio necessário, queremos ampliar as possibilidades de participação das pessoas autistas em eventos e partidas na Arena, contribuindo para superar preconceitos e barreiras”, afirmou Alexandre Gonzaga, presidente da Arena Fonte Nova.
Para o atendimento aos frequentadores, o projeto conta com o Instituto Vivência, especializado no acompanhamento de pessoas neurodivergentes. A equipe terá um instrutor e profissionais com formação no sistema de gerenciamento de crises PCM, voltado à prevenção e ao manejo de situações de crise, oferecendo suporte durante a permanência no espaço.
A estrutura foi planejada com base em princípios da neuroarquitetura e nas normas de acessibilidade. O ambiente terá isolamento acústico, áreas de circulação facilitada e espaços organizados para favorecer a orientação dos usuários. A escolha de cores claras e neutras também faz parte da proposta de reduzir estímulos e proporcionar um ambiente mais adequado às necessidades do público. O acesso será feito mediante a compra de ingresso específico para a Arena TEA.
Sala Calma
Ao lado do espaço principal, a Sala Calma será destinada a pessoas que precisem se afastar temporariamente de estímulos sensoriais intensos. O ambiente permitirá uma redução desses estímulos e oferecerá condições para que a pessoa autista se reorganize em situações de sobrecarga.
A preparação para a operação também envolveu capacitação de profissionais que atuam nos dias de jogos. Mais de 200 pessoas, entre brigadistas e orientadores, participaram de treinamentos. A iniciativa incluiu ainda uma atividade aberta ao público, direcionada a familiares e cuidadores de pessoas autistas, com orientações sobre cuidados e direitos.
Débora Moreira, mestre e especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e diretora do Instituto Vivência, destacou a importância de considerar as necessidades individuais de pessoas neuroatípicas e de seus familiares na criação de espaços de convivência.
“Todo o ambiente foi projetado para acolher as particularidades, para fornecer uma vivência empática e humana em todos os aspectos, e dar participação aos momentos sociais e de lazer”, ressaltou Moreira.
Segundo Thaise Muniz, gerente Comercial, de Comunicação e ESG da Arena Fonte Nova, o desenvolvimento do projeto envolveu instituições locais, profissionais de saúde e torcidas organizadas formadas por pessoas com TEA, com o objetivo de incorporar as experiências desse público ao planejamento do espaço.
“Desenvolvemos essa iniciativa a muitas mãos. Contamos com a colaboração de instituições de referência em Salvador, profissionais de saúde e torcidas organizadas TEA para construir soluções que atendam às reais necessidades desse público e permitam que os torcedores vivam a melhor experiência na Arena, com segurança e bem-estar”, concluiu Muniz.

