
A Assembleia Legislativa do Paraná aprecia, nesta semana, um projeto de lei que amplia o alcance do Alerta para Resgate de Pessoas (ARP). A proposta estende a política de resposta rápida em casos de desaparecimento para incluir idosos, pessoas com deficiência e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto chega ao Plenário após o caso do pequeno João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, autista não verbal, que foi encontrado morto na semana passada após permanecer dois dias desaparecido em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O item integra a pauta da sessão plenária de segunda-feira (3).
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O projeto de lei 544/2025 altera a Lei nº 18.975/2017, que instituiu o Alerta para Resgate de Pessoas (ARP) no Paraná. Atualmente, o mecanismo é voltado à localização de crianças e adolescentes desaparecidos. Com a mudança proposta pela deputada Flávia Francischini (PL), o sistema passará a abranger também outros grupos considerados mais vulneráveis, permitindo a mobilização célere dos órgãos competentes e da sociedade para auxiliar nas buscas.
Relembre o caso João Gabriel
João Gabriel, 5 anos, que estava desaparecido desde a manhã do último domingo, 26 de julho, foi encontrado morto no início da tarde da terça, 28 de julho. Ele foi encontrado a 100 metros da casa da família, dentro de um tanque de rejeitos suínos em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A principal suspeita é que ele tenha se afogado, mas o caso segue sob investigação para que todas as circunstâncias da ocorrência sejam esclarecidas, segundo o delegado da Polícia Civil Gabriel Fontana.
João Gabriel desapareceu após dizer para a mãe que iria ao banheiro, que fica na parte externa da casa onde a família mora. No entanto, não retornou e em seguida tiveram início as buscas por ele, uma criança com transtorno do espectro autista nível 2 de suporte e não verbal.
