Flávio Bolsonaro (PL) prometeu na propaganda eleitoral de TV desta terça-feira (13) criar uma rede nacional de centros de referência para crianças com transtorno do espectro autista e manter e ampliar programas sociais como o Bolsa Família.
Lula (PT), por outro lado, exibiu depoimentos de moradores de áreas dominadas por milícias e voltou a associar o adversário a milicianos.
A proposta para autistas, chamada pela campanha de Rede TEA Brasil, prevê centros de apoio e inclusão para as crianças e, segundo a peça, mais qualidade de vida para as famílias. O senador já havia tratado do tema em programas anteriores e apresentou novamente o voucher para creche na rede privada onde faltar vaga na rede pública.
A promessa sobre programas sociais aparece logo após uma apresentadora afirmar que o PT “entrou no modo desespero” e espalha mentiras. A propaganda diz que o Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família continuam em um eventual governo Flávio e que o benefício será reajustado. Quem conseguir emprego, segundo a peça, não perderá o auxílio.
As promessas convivem, na mesma peça, com o corte de impostos que o senador chama de “tesouraço”. “É menos dinheiro para o governo e mais para você”, diz o programa. A propaganda não explica como os programas seriam financiados com a redução da arrecadação.
Flávio afirma na peça que o Brasil quer mudar. Diz ainda que o eleitor já garantiu a ele uma base no Congresso Nacional, e que não existe “povo de oposição”. O PL elegeu as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado, com 121 deputados federais e 28 senadores.
O programa termina com uma sequência de apoiadores, entre eles os candidatos Augusto Cury (Avante), que declarou apoio ao senador no segundo turno, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Uma das últimas imagens mostra Flávio beijando a esposa, Fernanda.
Na propaganda de Lula, moradores de áreas dominadas por milícias, que não tiveram o rosto mostrado, relatam a atuação dos grupos. “A milícia tira da gente tudo”, diz uma mulher.
Em seguida, a propaganda exibe um vídeo antigo de Flávio relativizando os problemas causados pelas milícias no Rio de Janeiro e questionando se os moradores dessas áreas não estão satisfeitos. Na época, Flávio era deputado estadual, e discursava na Assembleia do Rio de Janeiro.
Na peça, que prioriza a segurança pública, Lula afirma que as facções não respeitam a divisão entre os estados e cita “inimigos” a serem combatidos, os traficantes, os agressores de mulheres, os ladrões de celular e os chamados magnatas do crime. Entre as propostas, a propaganda cita transformar 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima e ampliar o programa Celular Seguro.
Em vídeo gravado em formato de selfie, modelo recentemente adotado pelo mandatário em segundo turno, o presidente também diz ter enviado à Câmara a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, que visa à ampliação da participação da União no combate ao crime organizado, e desafia a bancada de Flávio a votar a favor.
