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A candidatura de Giza TEA representa mais do que uma mulher autista disputando uma cadeira na Câmara Legislativa. Representa a chegada de uma nova perspectiva à política do Distrito Federal: a perspectiva de quem conhece a inclusão não apenas pelas estatísticas ou pelos textos das leis, mas pela experiência cotidiana de quem vive essa realidade.
Sua candidatura coloca uma pergunta direta à sociedade brasiliense: quem deve ocupar os espaços onde são tomadas as decisões sobre inclusão?
Durante décadas, pessoas com deficiência e neurodivergentes foram, muitas vezes, representadas por terceiros. Giza defende uma mudança nessa lógica. É hora de quem vive essas realidades participar diretamente da política, das decisões e da construção das soluções.
É nesse contexto que surge o conceito de “comunidades da inclusão”, que reúne pessoas com deficiência, autistas, demais neurodivergentes, pessoas com síndrome de Down, cegas, surdas, cadeirantes e famílias atípicas. Pessoas diferentes em suas necessidades, mas unidas pela busca de respeito, acessibilidade, oportunidades e direitos que funcionem na prática.
Para Giza, inclusão não pode permanecer apenas no discurso. Precisa transformar direitos em atendimento, acessibilidade, autonomia e oportunidades reais.
E sua proposta vai além das palavras. Se eleita, Giza afirma que destinará 100% das emendas parlamentares a que tiver direito às causas das comunidades da inclusão. A intenção é direcionar esses recursos para iniciativas e projetos voltados às pessoas com deficiência, autistas, neurodivergentes, famílias atípicas e demais públicos que fazem parte dessa agenda.
É uma escolha clara para um eventual mandato: transformar representatividade em ação e recurso público em inclusão.
