InícioBrasilJovem autista relata agressão durante abordagem em Macau

Jovem autista relata agressão durante abordagem em Macau

Um jovem com transtorno do espectro autista (TEA) relatou ter sofrido agressões durante uma abordagem da Polícia Militar em Macau, no interior do Rio Grande do Norte. O caso aconteceu nesta terça-feira (18), depois que ele saiu de um atacarejo.

Segundo o jovem, uma equipe da Polícia Militar o abordou nas proximidades de um centro comercial. Naquele momento, ele afirmou que ficou com medo e não obedeceu imediatamente à ordem de parada.

Em seguida, de acordo com o relato, os policiais usaram força física durante a abordagem. O jovem disse que sofreu um enforcamento e ouviu ofensas durante a ação.

Além disso, o rapaz afirmou que ficou assustado com o episódio e teme pela própria segurança. Após o ocorrido, familiares apresentaram imagens que mostram marcas nas costas e na região do pescoço.

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Polícia Militar explica abordagem

Por outro lado, a Polícia Militar apresentou outra versão para o caso. Segundo a corporação, a equipe iniciou a abordagem preventiva após receber um chamado por fundada suspeita.

A PM informou que os policiais não tinham conhecimento prévio sobre a condição de saúde do jovem. Portanto, a equipe não sabia que ele tinha transtorno do espectro autista.

Ainda conforme a corporação, o rapaz apresentou intensa agitação e recusou a ordem para parar. Diante disso, os policiais utilizaram técnicas de contenção física preventiva.

Segundo a PM, os agentes adotaram a medida com o objetivo de proteger a integridade física de todos os envolvidos. A corporação também afirma que os procedimentos ocorreram de maneira proporcional à situação.

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Jovem foi encaminhado à delegacia

Após a abordagem, a equipe encaminhou o jovem para a delegacia. Entretanto, a Polícia Militar informou que os policiais não encontraram qualquer prática criminosa envolvendo o rapaz.

Na unidade policial, a equipe também tomou conhecimento de que o jovem possui transtorno do espectro autista. Depois disso, os responsáveis liberaram o rapaz aos cuidados dos familiares.

Além disso, ele recebeu acolhimento e orientações na sede do 1º CIPPM e na delegacia.

Defensoria acompanha o caso

A Defensoria Pública acompanha o caso e continuará acompanhando os próximos procedimentos.

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Enquanto isso, a família apresentou imagens das marcas que, segundo os parentes, surgiram após a abordagem. O jovem também afirmou que sentiu medo durante a ação.

Por sua vez, a Polícia Militar afirmou que mantém o compromisso com os direitos humanos. A corporação também destacou a importância da capacitação dos policiais para situações que envolvam pessoas neurodivergentes.

Dessa forma, o caso deverá passar por apuração para esclarecer as circunstâncias da abordagem e avaliar a conduta dos envolvidos.

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