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Estudante brasileira de 17 anos cria inteligência artificial para identificar autismo e contribui para avanço inédito na medicina

A mineira Millena Xavier, de Juiz de Fora (MG), chamou atenção no Brasil ao unir ciência, tecnologia e educação ainda durante o ensino médio.

Aos 17 anos, a estudante desenvolveu projetos que aproximam a inteligência artificial de problemas reais da sociedade, incluindo uma ferramenta voltada à identificação inicial de sinais do transtorno do espectro autista (TEA).

Além disso, o trabalho fez com que Millena entrasse na lista Under 30 da Forbes Brasil, na categoria Ciência e Educação, que reconhece jovens com iniciativas de grande impacto.

Inteligência artificial ajuda na identificação do autismo

Um dos principais projetos da estudante é a Autinosis, uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para auxiliar na triagem de sinais relacionados ao autismo.

Na prática, a tecnologia busca apoiar famílias e profissionais durante os primeiros passos da identificação, principalmente em situações nas quais existe dificuldade de acesso a avaliações especializadas.

Entretanto, a ferramenta não substitui o diagnóstico médico. Em vez disso, funciona como um apoio inicial para indicar possíveis sinais e incentivar a busca por acompanhamento profissional.

O projeto surgiu a partir do interesse de Millena em utilizar a tecnologia para solucionar desafios da sociedade.

Além disso, a pesquisa recebeu reconhecimento científico ao conquistar destaque no 6º Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Projeto amplia acesso a olimpíadas científicas

Além da pesquisa sobre inteligência artificial, Millena também criou a Prep Olimpíadas, uma iniciativa voltada para estudantes interessados em competições acadêmicas.

O projeto oferece conteúdos, orientações e apoio para jovens que desejam participar de olimpíadas de conhecimento. Dessa forma, a iniciativa busca ampliar oportunidades, principalmente para alunos que possuem menos acesso a preparação especializada.

Com o crescimento do projeto, a estudante passou a reunir uma rede de voluntários e alcançou milhares de alunos em diferentes regiões do país.

Paixão pela ciência começou na escola

A trajetória de Millena ganhou força por meio das olimpíadas científicas. Durante os anos de estudo, ela participou de diversas competições e conquistou premiações em áreas como matemática, tecnologia e ciência.

A experiência, portanto, ajudou a estudante a perceber que muitos jovens também poderiam desenvolver seus talentos caso tivessem mais acesso a oportunidades.

Por isso, Millena transformou seus próprios aprendizados em projetos que incentivam outros estudantes a seguirem caminhos ligados à pesquisa e inovação.

Reconhecimento internacional

O trabalho da jovem também ganhou destaque fora do Brasil. Em 2024, Millena chegou ao grupo dos finalistas do Global Student Prize, uma premiação internacional que reconhece estudantes com projetos de impacto social.

Além disso, o reconhecimento reforçou a importância de iniciativas que unem educação, tecnologia e soluções para problemas enfrentados pela sociedade.

A história de Millena Xavier reúne três áreas que raramente aparecem juntas com tanta força: pesquisa científica, inteligência artificial e educação.

Veja a matéria completa aqui!

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