O governo Lula reagiu à aplicação do adicional tarifário de 12,5% pelos Estados Unidos (EUA) sobre os produtos brasileiros e a outros países do mundo, aplicada sob a alegação de que essas nações falham em barrar a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, após o anúncio da tarifa pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Palácio do Planalto disse que rechaça a decisão dos EUA e voltou, ainda, a falar no uso da Lei da Reciprocidade.
“Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”, diz o texto do governo brasileiro.
O percentual das tarifas aplicadas a 60 países varia entre 10% e 12,5%. Os produtos brasileiros ficaram com 12,5%, assim como os de outros 53 países. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, tiveram propostas tarifas de 10%.
