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Governador Jerônimo propõe ampliar políticas para pessoas com autismo e inclusão social no PGP 2026

O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, afirmou durante plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, realizada em Itaberaba, neste sábado (06/06/2026), que o próximo programa de governo deverá ampliar políticas públicas voltadas para pessoas com autismo, pessoas com deficiência e suas famílias, com foco no fortalecimento da rede de cuidado, acolhimento, diagnóstico, acompanhamento especializado e inclusão social nos municípios baianos.

A declaração foi feita durante encontro realizado em Itaberaba, na Chapada Diamantina, dentro da agenda territorial do PGP 2026, instrumento político-programático usado para reunir propostas, demandas e contribuições da sociedade para a formulação das diretrizes do próximo ciclo de gestão estadual.

Segundo Jerônimo Rodrigues, o tema da inclusão precisa deixar de ocupar posição secundária no debate público e passar a integrar de forma permanente a agenda administrativa do Estado. A proposta apresentada envolve a articulação entre Governo da Bahia, prefeituras, Apaes, movimentos sociais, entidades representativas e famílias diretamente afetadas pela ausência ou insuficiência de políticas especializadas.

O governador afirmou que a escuta pública promovida pelo PGP deve contribuir para transformar reivindicações sociais em ações concretas, especialmente nas áreas de saúde, educação, assistência social, diagnóstico precoce, acompanhamento multiprofissional e apoio familiar.

Rede de cuidado e apoio às famílias estão entre as prioridades

Durante a plenária, Jerônimo defendeu que o poder público assuma papel mais ativo no atendimento às famílias de pessoas com autismo e deficiência. De acordo com o governador, a falta de uma rede estruturada transfere para pais, mães e responsáveis uma carga que deveria ser compartilhada pelas instituições públicas.

“Queremos poder dizer aos pais e às mães de filhos com autismo que eles não estão sozinhos. São temas que muitas vezes ficam escondidos e que ninguém quer enfrentar. Se o Estado não assumir essa responsabilidade, tudo acaba recaindo sobre as famílias”, afirmou.

A fala indica que o tema deverá ocupar espaço específico na formulação do programa de governo. O foco, conforme apresentado, é ampliar a capacidade do Estado de apoiar os municípios na construção de políticas integradas, capazes de atender tanto as pessoas com deficiência quanto seus familiares e cuidadores.

Municípios são chamados a participar da construção das propostas

Jerônimo Rodrigues também pediu que representantes dos municípios levem o debate para suas comunidades. A intenção é que as demandas locais sejam incorporadas à elaboração das propostas, considerando as diferentes realidades dos territórios baianos.

Eu quero pedir a esse território, a cada município que vocês representam, que vocês dialoguem para que a gente possa construir um município melhor, uma comunidade melhor”, declarou o governador durante o encontro.

A participação municipal é considerada central porque parte expressiva dos serviços públicos relacionados à inclusão depende da estrutura local de atendimento. Escolas, unidades de saúde, centros de assistência social e entidades comunitárias exercem papel direto na identificação das demandas, no acolhimento das famílias e no acompanhamento cotidiano das pessoas com autismo e deficiência.

Inclusão social exige atuação integrada entre Estado e municípios

A proposta de ampliar políticas para pessoas com autismo e deficiência reforça a necessidade de atuação conjunta entre diferentes áreas da administração pública. O atendimento a esse público não se limita ao sistema de saúde, pois envolve também educação inclusiva, assistência social, transporte, qualificação profissional, acessibilidade, formação de servidores e fortalecimento de redes comunitárias.

No campo educacional, a demanda por inclusão envolve capacitação de profissionais, adaptação pedagógica, apoio especializado e acompanhamento das famílias. Na saúde, os principais desafios estão relacionados ao diagnóstico, à continuidade do atendimento e ao acesso a equipes multiprofissionais.

Na assistência social, a prioridade tende a recair sobre o acolhimento familiar, a orientação sobre direitos, o suporte às mães e responsáveis e a articulação com serviços municipais. A construção de políticas permanentes depende de planejamento, orçamento, pactuação federativa e mecanismos de acompanhamento.

Programa de governo busca transformar demandas em ações

O Programa de Governo Participativo 2026 funciona como espaço de escuta territorial e formulação política. Nesse contexto, a inclusão social aparece como uma pauta de interesse público por envolver direitos fundamentais, igualdade de acesso aos serviços e responsabilidade do Estado na redução de barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência.

Ao afirmar que o tema precisa sair da invisibilidade, Jerônimo Rodrigues reconhece uma dificuldade recorrente nas políticas públicas: demandas associadas ao cuidado, à deficiência e ao autismo frequentemente ganham visibilidade apenas quando pressionadas por famílias, entidades e movimentos sociais.

A incorporação dessas reivindicações ao programa de governo poderá orientar propostas futuras, mas sua efetividade dependerá da definição de metas, orçamento, estrutura administrativa, indicadores de atendimento e coordenação com os municípios.

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