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Eu acredito é na rapaziada. Lula Presidente

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“Eu acredito é na rapaziada.”

Eu canto com Gonzaguinha, filho do rei do baião. Em “E Vamos à Luta”, encontro essa confiança na juventude que atravessa as dificuldades e continua construindo o amanhã. Eu também acredito é nessa galera. Acredito na sua coragem, na sua criatividade e na sua disposição de lutar.

Oxe! Ver essa juventude bonita se mobilizar pelo país inteiro é massa demais. Oxente! Barbaridade, tchê! Bão demais, sô!

Diante do avanço das ondas do ódio, do fascismo e do totalitarismo, a juventude percebe que o seu futuro, o de seus pais e o do povo brasileiro estão em jogo, que todos os seus direitos sociais estão ameaçados, não apenas o acesso à universidade e ao trabalho. Vê ameaças às liberdades e aos direitos conquistados e vai para a rua. A galera se ligou, se conectou, se plugou na realidade que precisamos enfrentar e vencer.

Essa rapaziada se junta à classe trabalhadora, à classe média, aos movimentos sociais e aos partidos de esquerda, que já estavam mobilizados. Há um encontro de forças. A juventude chega junto e soma sua voz, sua energia e sua inventividade às lutas que já vinham sendo construídas.

Esse encontro fortalece a mobilização e chama mais gente: os intelectuais, os artistas e os setores democráticos da direita. Precisamos reunir as forças democráticas e progressistas, encontrar os compromissos que nos aproximam e agir juntos neste momento decisivo para o Brasil.

É com essa esperança que digo: Lula presidente!

Chico Science chega junto. Em “Monólogo ao Pé de Ouvido”, com a Nação Zumbi, ele canta:

“O homem coletivo sente a necessidade de lutar.”

É isso! Somos parte de um povo. A fome na casa do vizinho nos diz respeito. O desemprego de uma família nos diz respeito. A violência contra uma mulher, o racismo contra pessoas negras, indígenas e ciganas, a perseguição a um terreiro, a um gay ou a uma pessoa trans nos dizem respeito. A vida em comunidade exige participação, solidariedade e coragem.

É essa consciência coletiva que nos chama a somar forças. Podemos ter diferenças e, ainda assim, caminhar juntos na defesa da democracia, dos direitos fundamentais e sociais e da dignidade humana.

Por isso, Lula presidente!

Em “Da Lama ao Caos”, Chico Science canta:

“Posso sair daqui pra me organizar.”

Organizar é transformar a indignação em ação. É conversar no bairro, na escola, na universidade, no trabalho, no ônibus, no ponto de ônibus, no metrô e na estação de metrô. Conversar onde for possível, com respeito, sabendo escutar e sem ser inconveniente. É participar dos movimentos, defender propostas e ocupar os espaços de decisão. É também votar com consciência, sabendo que nossas escolhas têm consequências para a vida de milhões de pessoas.

De modo muito especial, é preciso que essa organização esteja presente, de maneira bonita e potente, nas redes sociais, para que, através dos algoritmos, possamos sensibilizar os corações e conscientizar as mentes.

Os direitos que temos são resultado de muitas décadas de luta. Carregam o esforço de trabalhadores e aposentados, de mulheres, de movimentos negros, de povos indígenas e de tantas pessoas que enfrentaram injustiças para abrir caminhos. Precisamos proteger essas conquistas e avançar.

É por esse compromisso que voto em Lula. Lula presidente!

Emicida, com Majur e Pabllo Vittar, canta em “AmarElo”:

“Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes.”

Essa juventude quer falar. E nós precisamos escutar. Escutar quem pega ônibus lotado antes de o sol nascer. Quem trabalha o dia inteiro e estuda à noite. Quem procura emprego. Quem deseja entrar numa universidade. Quem quer amar sem medo e professar sua fé sem sofrer violência.

A rapaziada tem sonhos, engenho, talentos, criatividade, inventividade e projetos. Precisa de oportunidades para desenvolvê-los. Precisa de um país onde possa construir sua vida com dignidade e participar das decisões sobre seu futuro.

Os Racionais MC’s nos fazem encarar as feridas do racismo e da desigualdade. Em “Negro Drama”, cantam:

“Negro drama, entre o sucesso e a lama.”

É preciso ouvir as periferias. É preciso juntar forças, ouvir os pretos e lutar com eles, sendo eles os protagonistas e os dirigentes dessa luta. Reconhecer suas histórias, sua cultura, sua inteligência e sua força. Enfrentar as portas fechadas, as oportunidades negadas e a violência que atravessa tantas vidas. A democracia precisa chegar à vida concreta do nosso povo.

Chico Science também denuncia a desigualdade em “A Cidade”:

“O de cima sobe e o de baixo desce.”

Queremos mudar essa realidade. Queremos um Brasil em que o desenvolvimento econômico e social sustentável melhore a vida de quem trabalha, enfrente a fome e a pobreza e amplie as oportunidades.

Nossa luta abraça os Direitos Humanos civis e políticos, assim como os Direitos Humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais e os direitos da Mãe Terra. Estamos falando de liberdade, participação popular, trabalho digno, alimentação, saúde, educação, cultura, ciência e tecnologia. Do direito à reforma agrária, uma luta tão importante e bonita do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. E do direito à moradia, uma luta também tão grande e bonita do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, o MTST. Do direito de descansar, de envelhecer com segurança e de viver sem medo.

É por esse Brasil que me posiciono. Lula presidente!

Queremos desenvolvimento com sustentabilidade. Gerar emprego e renda, cuidar das águas e das florestas, proteger os povos e os territórios. As novas gerações têm direito a uma terra onde possam viver. O cuidado com a criação precisa fazer parte das decisões do presente.

O grupo porto-riquenho Calle 13 canta em “Latinoamérica”:

“Tú no puedes comprar la lluvia.”

Esse verso me lembra que a vida tem um valor que o dinheiro não alcança. A terra, a memória, a cultura e a dignidade de um povo merecem respeito. Nossa casa comum precisa de cuidado.

Privatização não! Viva o que é público, do povo! Como nos lembram o Papa Francisco e o Papa Leão XIV, a água é um direito humano fundamental e não deve ser tratada como mercadoria. Negar o acesso à água é negar o direito à vida.

Essa defesa vale igualmente, e com ainda mais força, para todos os direitos sociais e para tudo aquilo que diz respeito à nossa soberania nacional: o petróleo, as terras raras e os nossos biomas, principalmente a Amazônia. Queremos esses bens a serviço do povo brasileiro, com proteção da natureza e respeito aos povos e às comunidades que vivem nesses territórios.

O Brasil que queremos exige enfrentar a LGBTfobia, a misoginia, o racismo e a intolerância religiosa. Exige defender especialmente as religiões de matriz africana, seus terreiros e suas comunidades.

Os católicos também sofrem intolerância religiosa, com profanações e destruição de imagens e símbolos da sua fé. Precisamos enfrentar esses ataques, assim como a invasão e a interrupção de celebrações. Nenhuma comunidade religiosa deve ter seu espaço de oração violado.

Ninguém deve ser perseguido por sua fé, sua cor, seu gênero ou por quem ama. Como padre, quero uma fé que nos mova ao respeito, à fraternidade e à defesa da dignidade de cada pessoa.

É diante de tudo isso que proponho reunir forças: a direita democrática e a esquerda democrática, a juventude, a classe trabalhadora, a classe média, os idosos e aposentados, os movimentos sociais, as forças progressistas e o funcionalismo público. Do funcionário público que trabalha como porteiro ao que está no topo dos três Poderes, de quem recebe o menor salário a quem recebe no teto. Cada pessoa tem sua responsabilidade nessa construção. Vamos somar forças na defesa da democracia, dos direitos do nosso povo e da justiça social.

Eu acredito é na rapaziada. Quero caminhar com ela, cantar com ela e somar forças com ela. Com os pés na rua, a esperança acesa e a disposição de construir um país mais justo e fraterno.

É por tudo isso que me posiciono. É por tudo isso que voto em Lula.

E aí, tá ligado? Lula presidente, beleza? Vambora!

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