A Pastoral dos Migrantes e Refugiados da Arquidiocese de Joanesburgo criou a aplicação HAVEN SA, uma ferramenta destinada a facilitar o acesso de migrantes, refugiados e requerentes de asilo a informação e contactos de que necessitam, especialmente em situações de emergência.
Por Sheila Pires, em Joanesburgo
Segundo a Irmã Marizete Garbin, missionária escalabriniana e responsável pela pastoral na Arquidiocese de Joanesburgo, a aplicação reúne uma variedade de números e contactos úteis, permitindo aos utilizadores encontrar rapidamente serviços de emergência, assistência hospitalar e apoio jurídico.
“É uma forma de comunicar e informar melhor a nossa missão, a Pastoral”, explicou a missionária escalabriniana, sublinhando que a aplicação começou a ser distribuída há alguns meses e já está a ser utilizada pelos migrantes e refugiados.
Acesso a apoio jurídico e emergências
Entre os recursos disponíveis no HAVEN SA estão contactos para situações de violência contra as mulheres, emergências hospitalares e assistência jurídica, incluindo serviços pro bono, apoio relacionado com o artigo 27.º e organizações de defesa dos direitos humanos.
A Irmã Marizete explicou que a informação disponibilizada na aplicação foi analisada e supervisionada por organizações de direitos humanos antes da sua divulgação.
“A Igreja somos nós”
A aplicação foi apresentada no contexto do encontro anual dos responsáveis diocesanos pela Pastoral dos Migrantes e Refugiados, realizado em Pretória. Para a missionária escalabriniana, estes encontros permitem às dioceses partilhar experiências, desafios e novas formas de acompanhar os migrantes e refugiados.
A presença do Pe. Avelino Chico SJ, responsável no Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, foi também destacada pela Irmã Marizete como uma oportunidade para aprofundar a ligação entre o trabalho da Igreja a nível do Vaticano e a realidade vivida nas comunidades locais.
Referindo-se ao caminho de uma Igreja sinodal, afirmou: “As pessoas têm o direito de falar, de dialogar e de partilhar”. E acrescentou: “A Igreja somos nós, as pessoas em movimento, as pessoas que caminham, as pessoas que procuram.”

