Por trás de cada atendimento realizado na Casa do Autista de Maceió existe um trabalho que começa muito antes de a criança ou o adolescente entrar na sala de atendimento. Para garantir um cuidado cada vez mais qualificado e individualizado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a unidade mantém uma rotina de formação continuada e reuniões entre os profissionais, com discussão de casos e avaliação das estratégias utilizadas no acompanhamento dos usuários.
De acordo com Fabiana Lisboa, gerente-geral da Casa do Autista, esses momentos são fundamentais para que a equipe compreenda as necessidades de cada usuário e encontre, de forma conjunta, os melhores caminhos para favorecer seu desenvolvimento.
“Hoje é um dia muito importante, porque quem vem e traz o seu filho para o atendimento não imagina o que existe por trás de um bom atendimento. É preciso muito estudo, formação continuada e muita discussão em grupo. Estamos reunidos para discutir casos importantes, para que possamos ter um melhor manejo e direcionamento daquilo que propomos para cada criança. Um atendimento de qualidade envolve ciência, afeto e, de fato, pensar na criança e nos jovens para que eles possam evoluir”, pontua Fabiana.

A proposta reforça um dos principais pilares da Casa do Autista, que é compreender que cada usuário possui uma história, necessidades e formas próprias de se desenvolver.
“O acompanhamento não se limita a uma abordagem isolada. As discussões coletivas permitem que diferentes profissionais compartilhem percepções, avaliem resultados e ajustem condutas, tornando o cuidado mais integrado e próximo da realidade de cada família”, acrescenta Lisboa.
Para Camila Porciuncula, diretora-presidente do Maceió Saúde, investir na qualificação dos profissionais significa também investir diretamente na qualidade da assistência oferecida às famílias. “Quando uma equipe se reúne para estudar, discutir casos e compartilhar conhecimentos, quem ganha é o usuário e toda a família. O cuidado com pessoas com TEA exige um olhar atento, individualizado e multiprofissional. Nosso compromisso é garantir que a gestão esteja a serviço desse cuidado, fortalecendo processos que contribuam para uma assistência cada vez mais qualificada, humanizada e eficiente”, ressalta.
A Casa do Autista conta com uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos. A diversidade de especialidades amplia a capacidade de compreender o usuário de maneira integral, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também o desenvolvimento, a comunicação, a autonomia, a convivência social e as necessidades das famílias.
Como ter acesso
Administrada pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à modernização e à eficiência na gestão das unidades municipais de saúde, a Casa do Autista trabalha para integrar boas práticas de governança, inovação e assistência humanizada.
Para ter acesso aos serviços, o primeiro passo é reunir a documentação necessária e levá-la ao Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol, onde será aberto o processo. Entre os documentos exigidos estão RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência e encaminhamento médico da criança ou do adolescente, além dos documentos do responsável legal.
A partir daí, a equipe técnica do setor de Autismo da Secretaria Municipal de Saúde realiza a análise e a regulação dos casos. São priorizadas pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública de saúde, como os Centros Especializados em Reabilitação (CER) ou serviços contratualizados, e que se encontram em fila de espera na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.
Após a avaliação, os pacientes são encaminhados gradualmente para os serviços disponíveis, entre eles a própria Casa do Autista. Quando a demanda ultrapassa a capacidade de atendimento, os solicitantes permanecem em fila de espera, seguindo critérios técnicos e de prioridade.
Fonte: Ascom Maceió Saúde

