No Provoca desta terça-feira (25), Marcelo Tas recebe o psiquiatra Guilherme Polanczyk, especialista em saúde mental de crianças e adolescentes.
Durante o programa, o convidado destaca a importância do diagnóstico correto para transtornos mentais, incluindo o autismo, independente da idade. Segundo ele, diagnosticar adultos com o transtorno do espectro autista é mais difícil do que jovens.
“O adulto é mais difícil. As dificuldades vão mudando ao longo do tempo, muitas são atenuadas. Tem esse fenômeno chamado ‘camuflagem’, em que os adultos aprendem estratégias e entendem como mascarar os sintomas”, comenta.
“Os adultos são mais difíceis de se diagnosticar.”
No #Provoca, o psiquiatra Guilherme Polanczyk fala sobre o diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista. #TVCultura #SomosCultura #GuilhermePolanczyk pic.twitter.com/PEbAWSD3qJ
— TV Cultura (@tvcultura) August 26, 2026
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De acordo com Polanczyk, parte dos adultos autistas sem diagnóstico tende a aprender com o tempo a lidar com as limitações. Um exemplo é alguém que tem dificuldade em manter contato visual, mas se força a olhar no olho de outra pessoa para manter uma conversa aparentemente normal, mesmo que o ato cause sofrimento. Essa adaptação é o que mutas vezes confunde parte dos profissionais da saúde responsáveis pelo diagnóstico.
“Isso faz com que, muitas vezes, o adulto chegue ao consultório de um médico ou psiquiatra e, por ele olhar no olho, ou por ele se comportar de um jeito ou de outro numa entrevista rápida, eventualmente [o transtorno] passe despercebido”, comenta.
Em caso de desconfiança de alguma questão mental, a orientação do psiquiatra é buscar um profissional que tenha capacidade de identificar essa questão.
Assista ao programa completo:
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