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Grupo de defesa dos direitos humanos pede que WTA revogue política de testes para comprovar sexo das jogadoras

A Reuters não conseguiu entrar em contato imediatamente com a WTA para obter comentários.

A medida foi tomada depois que o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, em março, que apenas atletas biologicamente do ‌sexo feminino, cujo gênero tenha sido determinado por um teste único, seriam elegíveis para participar de eventos da ​categoria feminina nos Jogos Olímpicos.

“A WTA elaborou às pressas uma política que não promove os ‌direitos das mulheres e meninas, mas, ao contrário, prejudica a segurança e a dignidade de todas as pessoas no ‌circuito”, disse Lily Dong Li ‌Rosengard, especialista sênior em defesa de direitos da ILGA World, um grupo de defesa ⁠da comunidade LGBTQ.

“Apesar de nenhuma mulher trans assumida estar competindo atualmente no nível profissional, todas as tenistas, sejam mulheres ou meninas, agora terão que ‘provar’ seu gênero apenas para que a WTA possa ​garantir que elas ​nunca joguem.”

A medida de testes de sexo surgiu como um tema central no início do Aberto do Canadá, com a bielorrussa Aryna Sabalenka, número um do ranking, apoiando a política.

A norte-americana Coco Gauff, duas vezes vencedora de títulos de Grand Slam, disse que apoia a justiça nos esportes femininos, ⁠mas teme que a medida tenha gerado animosidade contra a comunidade trans.

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