IníciopolíticaAutismo: muita propaganda de inclusão e pouca inclusão de verdade

Autismo: muita propaganda de inclusão e pouca inclusão de verdade

O autismo não precisa de mais propaganda. Precisa de inclusão que aconteça de verdade.

Infelizmente, ainda existe uma distância enorme entre o discurso político e a realidade enfrentada diariamente por muitas pessoas com autismo e suas famílias. Fala-se muito em inclusão, anunciam-se programas, fazem-se campanhas, criam-se discursos emocionados e aparecem promessas de novos projetos.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes RibeiroAutismo: muita propaganda de inclusão e pouca inclusão de verdade

Autismo: muita propaganda de inclusão e pouca inclusão de verdade

Mas a pergunta é simples: o que realmente chega à ponta?

E essa contradição fica ainda mais evidente em períodos eleitorais. Quando a eleição se aproxima, o autismo ganha espaço em discursos, eventos, campanhas e fotografias. O tema passa a ser tratado como prioridade por muitos candidatos. Mas, depois que passam as eleições, muitas famílias continuam enfrentando as mesmas dificuldades: falta de atendimento adequado, demora, ausência de profissionais especializados, dificuldades na educação, no acesso ao esporte, à saúde e à assistência social.

Não basta colocar a palavra “inclusão” em um discurso. É preciso colocar a inclusão dentro do orçamento, dos serviços públicos, das escolas e da vida das pessoas.

A pessoa autista não precisa ser lembrada apenas quando isso rende aplausos, votos ou uma boa fotografia.

Precisa ser lembrada todos os dias.

Inclusão de verdade não acontece no palanque. Acontece quando uma criança consegue acesso ao atendimento de que precisa. Quando a escola está preparada para recebê-la.

Quando os profissionais são capacitados. Quando a família encontra apoio. Quando existem políticas públicas permanentes, com recursos, metas, fiscalização e resultados. Autismo não pode ser pauta eleitoral. Autismo precisa ser política de Estado.

Porque fazer propaganda de inclusão é fácil.

Difícil é fazer a inclusão acontecer.

E é justamente essa diferença entre o que se promete e o que efetivamente se entrega que precisa ser cobrada pela sociedade.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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