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TV Fórum: Polícia da Bahia tem ‘herança terrível’, mas lutamos por uma Segurança Pública com direitos humanos, diz Vilma Reis

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  • Na quarta‑feira (29), o Fórum Onze e Meia recebeu a socióloga e pré‑candidata a deputada estadual pela Bahia, Vilma Reis (PT).
  • Vilma apontou a “herança terrível” de violência da polícia baiana e defendeu a necessidade de uma segurança pública baseada em direitos humanos.
  • Ela destacou as iniciativas do governador Jerônimo Rodrigues (PT), como o programa de controle de letalidade, o Programa Bahia pela Paz e o Corra pro Abraço.
  • Também citou a implantação de audiências de custódia e outras mudanças de política como parte do esforço progressista para reformar a corporação.

O Fórum Onze e Meia desta quarta-feira (29) recebeu a socióloga, ativista e pré-candidata à deputada estadual pela Bahia Vilma Reis (PT) para debater algumas questões relacionadas ao estado baiano, principalmente Segurança Pública. Vilma, que já foi Ouvidora-Geral da Defensoria Pública da Bahia, ressaltou a herança violenta da polícia e as iniciativas dos governos de esquerda para mudar essa mentalidade no estado. 

“É importante a gente colocar essa história sobre a mesa. A gente está falando de um modelo de segurança pública e de uma corporação que veio com todos os vícios, com todos os absurdos”, diz a socióloga. Por outro lado, ela afirma que há um esforço do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para mudar a atuação da polícia, como o programa de controle de letalidade da polícia, o Programa Bahia pela Paz e o Programa Corra pro Abraço.

“Agora, que nós temos uma herança terrível na atuação da polícia, nós temos sim. Nós temos uma atuação que é muito difícil, mas nós, enquanto campo progressista da esquerda, lutamos por uma segurança pública com direitos humanos”, destaca Vilma.

 E por isso que eu estou citando esses programas e estou citando como ex-ouvidora-geral da Defensoria Pública da Bahia, o esforço que nós fizemos para implantar as audiências de custódia no Estado da Bahia, o esforço que nós temos feito para mudar várias políticas no nosso Estado, porque fica parecendo uma inércia, não há uma atuação, isso não é verdade.

Ela acrescenta que o “histórico autoritário” da polícia torna o trabalho do governo estadual “muito difícil” para mudar a forma de atuação da força policial nos territórios, o que faz parecer que há uma “inércia” do poder. 

“A coragem que nós tivemos de ir para os bairros que antes eram chamados de ‘mancha criminal’ da cidade e a gente dizer não vai atuar dessa forma, eu acho que é uma coisa muito corajosa”, diz  socióloga.

Vilma aproveita para também se solidarizar com “todas as comunidades que continuam fazendo enfrentamento e se levantando contra atuações equivocadas de comandos da polícia”. Ela pontua que essas atuações “têm muito a ver  com os momentos eleitorais no estado da Bahia”.

“Toda a nossa solidariedade às comunidades, às mães e familiares de vítimas do Estado dessa ação policial absolutamente equivocada. Penso que o trabalho que a gente tem feito ao longo desses ciclos é exatamente para desmobilizar essa atitude histórica de uma Bahia que foi governada durante mais de 50 anos com mãos de ferro em cima da população. A gente tem feito esforço para dizer que não vamos ter essa política carcerária que eles querem”, declara Vilma. 

A socióloga ainda ressalta que toda essa “discussão corajosa” feita pelos movimentos sociais e pelas populações têm, inclusive, ajudado o próprio governo da Bahia a estabelecer uma nova lógica sobre Segurança Pública e a política de guerra às drogas.

“Nós repudiamos qualquer atitude de ataque às comunidades. Eu acho que essa é uma postura correta de nós, enquanto campo de esquerda. E tudo que nós temos avançado na Segurança Pública para assegurar os direitos humanos no Brasil, vem do campo da esquerda, não do campo da direita. Que a gente não confunda esse mundo e, por isso, como uma estudiosa do campo, eu penso que a gente tem que colocar a nossa posição aqui: nós repudiamos a atitude autoritária dos comandos que eles estão tentando passar por cima do governador para colocar essa posição contra as comunidades empobrecidas e as comunidades tradicionais no estado da Bahia.”, finaliza Vilma. 

Confira a entrevista completa da socióloga e pré-candidata Vilma Reis



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